Adriano Ramos nomeia nomes de gestões passadas e gera descontentamento entre apoiadores na Ilha dos Valadares
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A formação do escalão administrativo do prefeito Adriano Ramos tem se tornado o centro de debates intensos em Paranaguá. O que deveria ser uma transição focada em renovação técnica, segundo críticos e eleitores próximos, tem dado lugar à “reciclagem” de figuras carimbadas de administrações anteriores. A estratégia levanta questionamentos sobre a autonomia da atual gestão e a suposta falta de uma equipe técnica própria para conduzir a cidade.
O peso das nomeações políticas
A expectativa de uma “nova era” administrativa sofreu um revés com a oficialização de cargos ocupados por nomes que já transitaram por governos passados. Para observadores políticos, essa movimentação indica uma gestão da incerteza, onde a busca por governabilidade ou o pagamento de acordos políticos parece sobrepor-se ao critério técnico prometido durante a campanha.
A crítica central reside na percepção de que a prefeitura está sendo loteada por influências externas, o que enfraquece o discurso de mudança que elegeu Ramos.
O “esquecimento” da Ilha dos Valadares
Um dos pontos de maior atrito envolve a representatividade da Ilha dos Valadares. Durante a corrida eleitoral, lideranças locais foram fundamentais para a capilaridade da campanha de Adriano Ramos. Entre esses nomes, destaca-se o de Cláudio Morango, figura conhecida e legítimo morador da localidade, que atuou ativamente na mobilização de votos.
A ausência de Morango e de outras pratas da casa no primeiro ou segundo escalão acendeu um alerta na comunidade:
- Falta de representatividade: Moradores questionam por que nomes de fora ou de gestões antigas são priorizados em detrimento de quem vive a realidade da Ilha.
- Sentimento de preterimento: A base que trabalhou no “chão de fábrica” da campanha sente-se desvalorizada diante das nomeações técnicas — ou políticas — que não possuem vínculo direto com as demandas locais.
Panorama da gestão
Até o momento, a prefeitura defende que as escolhas buscam o equilíbrio entre experiência e novos projetos. No entanto, o cenário digital reflete o descontentamento. Publicações em redes sociais e grupos de mensagens da Ilha dos Valadares cobram uma postura mais firme do prefeito para que a administração não se torne uma extensão de governos que a população rejeitou nas urnas.
O desafio de Adriano Ramos agora é provar que as nomeações de “outras gestões” não comprometerão a identidade de seu governo e, principalmente, reestabelecer a confiança com os aliados históricos que se sentem deixados de lado no momento da divisão de responsabilidades.




































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