Carregando agora

Moacyr Fadel rompe com Sandro Alex e estremece base de Ratinho Junior no Paraná

Moacyr Fadel rompe com Sandro Alex e estremece base de Ratinho Junior no Paraná


Em um movimento que altera significativamente o tabuleiro político paranaense para as eleições de 2026, o deputado estadual Moacyr Fadel (PSD) declarou publicamente que não apoiará a candidatura de Sandro Alex ao Governo do Estado. A decisão representa uma fissura importante no grupo político liderado pelo governador Ratinho Junior, que recentemente oficializou Alex, atual secretário de Infraestrutura e Logística, como seu sucessor natural na disputa pelo Palácio Iguaçu.
O anúncio de Fadel ocorre em um momento de definições estratégicas. Nesta semana, o governador Ratinho Junior consolidou o desenho de sua chapa majoritária, apontando Sandro Alex para o governo e o atual presidente da Assembleia Legislativa (Alep), Alexandre Curi, para uma das vagas ao Senado. No entanto, o que deveria ser um movimento de união da base aliada acabou evidenciando descontentamentos internos, especialmente na região dos Campos Gerais, reduto eleitoral tanto de Fadel quanto de Sandro Alex.
Bastidores do racha
A resistência de Moacyr Fadel não é isolada. A escolha de Sandro Alex gerou reações em outras alas do governo, como o chamado “time Guto”, ligado ao secretário do Planejamento, Guto Silva, que também pleiteava a indicação. Nos bastidores, fala-se em uma “revolta” de parlamentares que preferiam nomes com maior capilaridade política ou perfis diferentes para a sucessão.
Fadel, ex-prefeito de Castro e liderança influente na Associação dos Municípios do Paraná (AMP), sinaliza que sua posição é definitiva. O deputado, que enfrentou batalhas jurídicas recentes para manter seu mandato e celebrou acordos com o Ministério Público para encerrar pendências do passado, parece agora focar em um projeto político que não necessariamente passa pela hegemonia do clã Alex na região.
O novo cenário para 2026
Com a negativa de Fadel, o governo Ratinho Junior enfrenta o desafio de conter uma possível “debandada” ou neutralidade de prefeitos e deputados dos Campos Gerais. Enquanto Sandro Alex tenta se viabilizar como o “homem da infraestrutura” e herdeiro das obras do estado, figuras como Alexandre Curi e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca — cotado para ser o vice na chapa ou disputar o Senado —, tentam equilibrar as forças.
A oposição, por sua vez, observa atentamente. O crescimento de nomes como o senador Sergio Moro (União Brasil) e a articulação de partidos de esquerda criam um ambiente de incerteza que exige uma base governista coesa — algo que, após a declaração de Moacyr Fadel, parece mais difícil de alcançar no curto prazo.
A oficialização das candidaturas ainda depende de convenções, mas o “não” de Fadel a Sandro Alex já é lido como o primeiro grande embate interno do PSD rumo ao próximo pleito estadual.

Você Pode Ter Perdido

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.