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Elizabeth Schmidt e sindicato em impasse: reajuste de 24 reais no vale-alimentação pode deflagrar greve em Ponta Grossa

Elizabeth Schmidt e sindicato em impasse: reajuste de 24 reais no vale-alimentação pode deflagrar greve em Ponta Grossa

A insatisfação dos servidores públicos municipais de Ponta Grossa atingiu um ponto crítico nesta semana. O anúncio de um reajuste de apenas R$ 24,84 no valor do vale-alimentação, oficializado pela prefeita Elizabeth Schmidt, gerou forte reação da categoria, que agora cogita uma paralisação geral das atividades.

O estopim do conflito

Nesta segunda-feira (13), a Prefeitura de Ponta Grossa publicou o Decreto nº 26.485/2026, que estabelece um reajuste de 4,14% no benefício-alimentação. Com a atualização, o valor mensal passa de R$ 600,00 para R$ 624,84. Para o SindServ (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), o montante é considerado “insignificante” e descolado da realidade inflacionária dos alimentos.
A categoria reivindicava um aumento de 50% no auxílio, o que elevaria o valor para R$ 900,00, além de uma recomposição salarial de 15%.

Mobilização e pressão sobre o Executivo

Na última quarta-feira (8), cerca de mil servidores já haviam realizado uma manifestação em frente ao Paço Municipal, travando parcialmente o trânsito na Avenida Visconde de Taunay. O movimento cobra:

  • Diálogo direto: O presidente do SindServ, Luiz Eduardo Pleis, exige uma mesa de negociação presencial com a prefeita Elizabeth Schmidt, alegando que o governo tem evitado o debate direto com a comissão eleita.
  • Data-base: A prefeitura afirma que a definição do reajuste salarial depende do índice oficial da inflação (IPCA), previsto para ser divulgado pelo IBGE somente entre os dias 7 e 10 de maio.
  • Estado de greve: Com a sanção do decreto do vale-alimentação abaixo do esperado, o sindicato alerta que a possibilidade de uma greve geral é real caso não haja uma nova contraproposta que contemple as perdas inflacionárias acumuladas.

Posicionamento da Prefeitura

A administração municipal justifica que os índices aplicados seguem critérios técnicos e a disponibilidade orçamentária. Sobre a recomposição salarial, o governo mantém a postura de aguardar o fechamento do ciclo inflacionário (maio/2025 a abril/2026) para formalizar qualquer percentual, destacando que alguns setores da categoria já receberam adequações específicas recentemente.

“Os trabalhadores estão engajados. Isso é apenas uma parcela dos mais de 8 mil servidores. Esse movimento pode crescer ainda mais caso não haja resposta”, afirmou a liderança sindical durante o último ato.

A cidade agora aguarda os próximos desdobramentos das assembleias da categoria, que devem definir o cronograma de paralisações para os próximos dias, afetando serviços essenciais na saúde, educação e infraestrutura urbana.

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