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Arilson Chiorato critica proposta de reajuste da Copel que prevê alta de até 51% na conta de luz

Arilson Chiorato critica proposta de reajuste da Copel que prevê alta de até 51% na conta de luz


CURITIBA – O cenário energético no Paraná enfrenta um momento de forte tensão com a abertura da Consulta Pública nº 005/2026 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A proposta de Revisão Tarifária Periódica para a Copel, agora privatizada, projeta aumentos significativos que podem impactar drasticamente o bolso dos paranaenses a partir de 24 de junho de 2026. Segundo os dados técnicos em análise, o reajuste médio para residências urbanas é de 19,15%, enquanto setores industriais e grandes consumidores podem enfrentar altas que superam os 50%.
O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), um dos principais opositores ao modelo de privatização da companhia, tem utilizado a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para denunciar o que chama de “modelo voltado exclusivamente ao lucro”. Para o parlamentar, os índices propostos confirmam os alertas feitos durante o processo de venda da estatal: a priorização de dividendos para acionistas em detrimento da modicidade tarifária e da qualidade do serviço prestado ao cidadão.

Impactos nos setores e críticas ao modelo

De acordo com a proposta preliminar da Aneel, o reajuste médio percebido pelos consumidores será de 19,2%, mas o efeito varia conforme a classe de consumo:

  • Residencial (Baixa Tensão): Proposta de aumento de aproximadamente 19,15%.
  • Industrial e Grandes Consumidores (Alta Tensão): Em alguns níveis de tensão, o reajuste técnico apontado chega a 51%, o que gera apreensão no setor produtivo paranaense quanto à competitividade da indústria local.
    “Estamos vendo uma empresa que antes tinha uma função social e de desenvolvimento regional ser transformada em uma máquina de gerar lucros para grupos estrangeiros e gestoras de investimentos”, afirmou Chiorato. O deputado destaca que, enquanto a população lida com a ameaça de disparada nos preços, a diretoria da companhia aprovou recentemente remunerações milionárias, com o orçamento para a alta cúpula saltando de R$ 11 milhões para R$ 60 milhões anuais desde a privatização.

Justificativas e resistência

A Copel e a Aneel argumentam que a revisão tarifária é um processo técnico previsto em contrato a cada cinco anos para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. Entre os fatores citados para o aumento estão os custos com transmissão de energia, encargos setoriais e a retirada de subsídios que estavam embutidos em processos anteriores.
Contudo, a oposição e movimentos sociais intensificam a pressão. Uma campanha pelo cancelamento da venda da Copel busca reunir 90 mil assinaturas em 2026 para apresentar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular. Além disso, falhas no fornecimento de energia — os chamados “apagões” — têm motivado a abertura de CPIs em câmaras municipais, como a de Quatro Barras, reforçando o coro de que a eficiência prometida com a privatização ainda não chegou à ponta.

Próximos passos

A sociedade tem até o dia 22 de maio para enviar contribuições à consulta pública no site da Aneel. No dia 29 de abril, uma audiência pública presencial será realizada em Curitiba para debater os índices. A decisão final da diretoria da agência definirá se os paranaenses enfrentarão, em junho, um dos maiores aumentos reais de energia elétrica da história do estado.

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