A movimentação política em Mandaguaçu ganhou um novo capítulo com a consolidação do advogado Edivandi Freitas à frente do Solidariedade. Após articular e obter a comissão provisória no município, Freitas passa a ser tratado não apenas como um articulador local, mas como uma liderança emergente com projeção estadual.
Dentro das fileiras da agremiação, o nome do causídico já circula com força nos bastidores para a disputa de uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). A estratégia faz parte de um plano de expansão da legenda na região metropolitana de Maringá, buscando renovar seus quadros com nomes vindos do setor jurídico e da sociedade civil organizada.
Cenário nacional e reestruturação do partido
A ascensão de lideranças locais como Freitas ocorre em um momento de transição e “pé no acelerador” para o Solidariedade em nível federal. Atualmente, o partido é comandado por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.
O líder sindical e deputado federal reassumiu o controle da legenda em junho de 2024, após o afastamento e prisão do ex-presidente Eurípedes Júnior, alvo de investigações sobre desvios de recursos do fundo partidário e eleitoral. Sob a batuta de Paulinho, o partido busca:
- Estabilidade institucional: Recuperar a imagem da sigla após os escândalos envolvendo a gestão anterior.
- Fortalecimento de bases: Fomentar candidaturas competitivas em polos regionais estratégicos, como o norte do Paraná.
- Alianças programáticas: Manter a proximidade com pautas trabalhistas, marca registrada da trajetória de Paulinho da Força.
O impacto em Mandaguaçu
A chegada de Edivandi Freitas ao comando do Solidariedade altera o tabuleiro político da cidade. A expectativa é que o grupo consiga atrair novos filiados e montar uma chapa robusta de vereadores, servindo de palanque para a eventual candidatura de Freitas à ALEP.
“A política regional carece de novas vozes que compreendam os desafios jurídicos e sociais das nossas cidades. O foco agora é organizar a casa para os próximos desafios eleitorais,” afirmam fontes ligadas à nova executiva municipal.
Com o apoio da executiva nacional e estadual, o Solidariedade tenta se posicionar como uma terceira via viável, apostando no perfil técnico e na capilaridade de suas novas lideranças no interior paranaense.




