O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esclareceu publicamente a situação envolvendo o delegado brasileiro Marcelo Ivo, que atuava em colaboração com o governo dos Estados Unidos. Diferente do que sugeriram as primeiras especulações, Rodrigues afirmou que não houve uma expulsão formal por parte das autoridades americanas, mas sim uma medida interna da própria corporação.
Entenda o caso e a decisão da PF
O episódio ganhou repercussão devido ao histórico de Marcelo Ivo, que participou de investigações sensíveis, incluindo a prisão do ex-diretor da ABIN e atual deputado Alexandre Ramagem.
De acordo com o diretor-geral, o estopim para o retorno do delegado foi um incidente técnico:
- Bloqueio de acesso: Ao chegar para trabalhar nas dependências do Immigration and Customs Enforcement (ICE), o delegado percebeu que seu acesso aos sistemas havia sido negado.
- Falta de comunicação: Não houve nota oficial ou aviso prévio do governo dos EUA sobre qualquer restrição ao servidor.
- Recolhimento preventivo: Diante da incerteza, a Polícia Federal optou por trazer o delegado de volta ao Brasil para que a situação seja devidamente esclarecida.
Reciprocidade diplomática e continuidade da cooperação
Andrei Rodrigues reforçou que a cooperação internacional entre o Brasil e os órgãos de segurança americanos permanece em vigor. No entanto, como medida de cautela e seguindo ritos de reciprocidade, a PF adotou medidas semelhantes em relação a um agente norte-americano que atua em Brasília.
“O agente continua oficialmente designado para a função. Estamos tratando o caso no campo administrativo até que as razões do bloqueio de acesso sejam totalmente elucidadas”, afirmou o diretor.
A Polícia Federal aguarda agora uma posição formal dos órgãos dos EUA para entender se o bloqueio foi um erro técnico ou uma mudança de diretriz política na cooperação entre as agências. Enquanto isso, o clima é de cautela institucional para evitar ruídos desnecessários na diplomacia de segurança entre os dois países.




