Arilson Chiorato intensifica fiscalização contra privatizações e cobra reajuste salarial de Ratinho Jr

O deputado estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, Arilson Chiorato, tem consolidado sua atuação na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) por meio de uma postura rígida de fiscalização das ações do Poder Executivo. O foco central do mandato do parlamentar tem sido o enfrentamento aos projetos de privatização e terceirização de serviços públicos propostos pela gestão do governador Ratinho Jr.
De acordo com o parlamentar, os processos de transferência de serviços estatais para a iniciativa privada — como o polêmico programa “Parceiro da Escola” — tendem a privilegiar grandes grupos empresariais em detrimento do atendimento à população mais vulnerável e da valorização dos servidores de carreira, a exemplo dos pedagogos e professores da rede estadual.

O embate sobre as terceirizações na educação

A atuação de Chiorato reflete a preocupação de sindicatos e movimentos sociais com o avanço de parcerias público-privadas na gestão escolar. Críticos do modelo argumentam que a entrada de empresas privadas na administração das instituições de ensino precariza as condições de trabalho e retira a autonomia pedagógica das escolas.

“A fiscalização do legislativo é um instrumento essencial para garantir que os recursos públicos sejam aplicados no desenvolvimento social, e não no lucro de corporações privadas”, defende a ala oposicionista liderada pelo PT na ALEP.

Defasagem salarial e prioridades orçamentárias

Outro ponto crítico levantado pelo deputado diz respeito à situação financeira dos servidores públicos do Paraná. Atualmente, categorias da educação, como professores e funcionários de escola, enfrentam uma defasagem salarial acumulada que gera fortes debates sobre a peça orçamentária do Estado.
O bloco de oposição argumenta que os recursos financeiros direcionados para subsidiar contratos com empresas terceirizadas poderiam ser remanejados para:

  • Custeio da reposição salarial imediata das categorias defasadas;
  • Investimento direto na infraestrutura das escolas públicas;
  • Valorização dos pedagogos e servidores de carreira do quadro próprio.
    O cenário projeta novos embates nas sessões plenárias da ALEP, com a oposição buscando criar frentes jurídicas e de mobilização social para barrar novos editais de concessão planejados pelo governo estadual.

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