A pedido da Polícia Federal (PF), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da corporação. Com a decisão, o investigado deixa de ocupar uma “sala de Estado-maior” — estrutura com condições diferenciadas e semelhante à utilizada para a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A partir da mudança, Vorcaro passa a se submeter rigidamente às regras e rotinas internas do estabelecimento prisional da PF. Isso inclui restrições padrão de horários, disciplina e critérios específicos para o recebimento de visitas, inclusive de seus advogados e defensores legais.
O contexto da transferência
A decisão atende a uma representação da própria Polícia Federal, que argumentou a necessidade de readequação da custódia do banqueiro ao regime padrão do local. A defesa de Vorcaro vinha pleiteando a manutenção de prerrogativas de prisão especial, mas o entendimento do ministro André Mendonça seguiu os parâmetros técnicos e de segurança apresentados pelas autoridades policiais responsáveis pela custódia.
Histórico do caso
Daniel Vorcaro, conhecido por sua atuação no mercado financeiro e no setor imobiliário de alto padrão, tornou-se alvo de investigações complexas que tramitam no STF. A transferência para a cela comum marca uma nova fase no cumprimento de sua medida cautelar extrema, igualando suas condições de detenção às dos demais custodiados do sistema federal que não cumprem os requisitos estritos para a permanência em salas de Estado-maior.





