Frio no Sul eleva pressão arterial e Hapvida alerta para riscos de infarto e AVC

Com a chegada das massas de ar frio e das oscilações intensas de temperatura típicas do outono e do inverno na Região Sul do Brasil, cresce também a preocupação com os impactos cardiovasculares associados. Em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as temperaturas podem variar mais de 10°C em poucas horas, o corpo humano é submetido a um estresse térmico que exige atenção redobrada, especialmente de pacientes hipertensos.
Especialistas da operadora de saúde Hapvida alertam que as baixas temperaturas e as mudanças bruscas no clima funcionam como um gatilho para complicações graves. De acordo com dados históricos referendados pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC), durante os meses mais frios do ano os casos de infarto agudo do miocárdio chegam a subir até 30%, enquanto os registros de Acidente Vascular Cerebral (AVC) apresentam uma elevação de 20%, sobretudo quando os termômetros despencam abaixo dos 14°C.

O mecanismo biológico: por que o perigo aumenta no frio?

A explicação para o agravamento dos quadros de hipertensão reside em uma resposta natural de defesa do organismo para reter o calor interno. Cardiologistas da Hapvida detalham que, ao entrar em contato com o ar frio, o corpo promove a vasoconstrição — o estreitamento dos vasos sanguíneos periféricos.
Esse processo reduz o espaço para a circulação do sangue, elevando imediatamente a pressão arterial e exigindo que o coração trabalhe com muito mais força para bombear o sangue. Além disso, há outros fatores sazonais que agravam o cenário:

  • Aumento da densidade sanguínea: No inverno, as pessoas costumam sentir menos sede e reduzem drasticamente a ingestão de água, deixando o sangue mais denso e propenso à formação de coágulos.
  • Mudança de hábitos: O período é marcado pelo aumento do sedentarismo, maior consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio (caldos industrializados, embutidos) e de bebidas alcoólicas.
  • Infecções respiratórias: A alta incidência de gripes, resfriados e Covid-19 nesta época do ano gera um estado inflamatório que sobrecarrega o sistema cardiovascular.

Grupos de maior risco: Idosos (especialmente homens acima de 55 anos e mulheres acima de 65), fumantes, diabéticos e pessoas com histórico prévio de episódios cardíacos devem redobrar os cuidados.

Sinais de alerta e prevenção

O atendimento médico imediato é a única forma de evitar sequelas graves ou óbito diante de uma crise cardiovascular. A Hapvida reforça que as equipes de pronto atendimento ficam em prontidão nesta temporada e orienta a população a reconhecer os sintomas de urgência:

Sinais de InfartoSinais de AVC
Dor ou forte pressão no peitoFraqueza ou dormência súbita em um dos lados do corpo
Dor que se irradia para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbulaDificuldade inesperada para falar ou compreender palavras
Suor frio, náuseas e tontura repentinaPerda súbita de visão ou desequilíbrio
Para mitigar os riscos e passar pelas estações frias em segurança, os médicos recomendam manter o uso rigoroso das medicações prescritas para a pressão, realizar a aferição constante dos níveis arteriais, caprichar na hidratação mesmo sem sentir sede, e proteger o corpo com agasalhos adequados, evitando o choque térmico ao sair de ambientes aquecidos.

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