Gavião Peixoto e interior paulista lideram qualidade de vida no Brasil em ranking do IPS 2026


O município de Gavião Peixoto, localizado no interior de São Paulo, conquistou pelo terceiro ano consecutivo o topo do ranking de qualidade de vida do país, segundo os dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento é realizado em parceria por entidades como o Imazon, a Fundação Avina, a iniciativa Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative.
Diferente de outros indicadores puramente econômicos, como o PIB per capita, o IPS mede a capacidade de uma sociedade em atender às necessidades humanas básicas, garantir o bem-estar e ampliar oportunidades para a população, atribuindo uma nota de 0 a 100 aos 5.570 municípios do território nacional. Em 2026, a nota média do Brasil atingiu 63,40 pontos, demonstrando um avanço gradual e constante quando comparada aos anos anteriores: 63,05 pontos em 2025 e 62,85 pontos em 2024.
O estado de São Paulo consolidou seu protagonismo no desenvolvimento socioambiental ao concentrar sete das dez cidades com as melhores avaliações nacionais. Na ponta oposta do levantamento, o município de Uiramutã, em Roraima, registrou o menor desempenho do país, com 42,44 pontos, evidenciando uma desigualdade regional superior a 30 pontos entre os extremos da lista.
As 10 cidades com melhor qualidade de vida no Brasil em 2026:

  1. Gavião Peixoto (SP) — 73,10 pontos
  2. Jundiaí (SP) — 71,80 pontos
  3. Osvaldo Cruz (SP) — 71,76 pontos
  4. Pompéia (SP) — 71,76 pontos
  5. Curitiba (PR) — 71,29 pontos
  6. Nova Lima (MG) — 71,22 pontos
  7. Gabriel Monteiro (SP) — 71,16 pontos
  8. Cornélio Procópio (PR) — 71,16 pontos
  9. Luzerna (SC) — 71,10 pontos
  10. Itupeva (SP) — 71,08 pontos
    Metodologia e os contrastes regionais
    O IPS Brasil baseia-se na análise detalhada de três dimensões principais. A primeira, “Necessidades Humanas Básicas” (que engloba nutrição, saúde primária, água, saneamento, moradia e segurança), registrou a maior média nacional em 2026, atingindo 74,58 pontos. A segunda dimensão, “Fundamentos do Bem-estar” (educação básica, acesso à informação, saúde e qualidade do meio ambiente), obteve 68,81 pontos. O gargalo do país permanece na dimensão de “Oportunidades” (direitos individuais, liberdades, inclusão social e acesso ao ensino superior), que amargou a menor média, fixando-se em apenas 46,82 pontos.
    No recorte entre as capitais, Curitiba (PR) desponta na liderança com os mesmos 71,29 pontos de sua colocação geral, seguida de perto por Brasília (DF), com 70,73 pontos, e São Paulo (SP), com 70,64 pontos. No topo das unidades federativas, o Distrito Federal aparece isolado acima do patamar dos 70 pontos, seguido pelos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná, enquanto os estados do Pará e Maranhão figuram com as médias mais baixas do índice neste ano.

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