Governo federal e Dario Durigan anunciam que Novo Desenrola reduziu R$ 12 bilhões em dívidas e liberará uso do FGTS

O governo federal divulgou um balanço atualizado sobre o impacto econômico e os novos desdobramentos do programa Novo Desenrola (também chamado de Desenrola 2.0). Sob a liderança do Ministério da Fazenda, a iniciativa alcançou a marca de quase R$ 12 bilhões em dívidas renegociadas em todo o país, somando o montante voltado para as famílias e os contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Ao todo, mais de 1,1 milhão de CPFs já foram diretamente beneficiados.

​De acordo com o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, apenas o eixo batizado de Desenrola Famílias movimentou cerca de R$ 10 bilhões. O programa proporcionou um desconto médio expressivo de 85% sobre as pendências financeiras. Graças a esse abatimento, um volume original de R$ 9 bilhões em dívidas que foram refinanciadas caiu para R$ 1,36 bilhão a ser pago pelos devedores. Paralelamente, cerca de 449 mil pessoas preferiram quitar seus débitos integralmente à vista, reduzindo o estoque de R$ 1,06 bilhão para R$ 154,2 milhões.

​Além do público geral, a rodada atual do programa trouxe alívio para os estudantes. O Desenrola Fies alcançou a marca de 34 mil contratos estudantis refinanciados. Com descontos que beiram os 80%, o montante devido despencou de R$ 2,04 bilhões para R$ 410,2 milhões. No setor corporativo, o governo apontou o fortalecimento do crédito para pequenos negócios, registrando mais de 31 mil empréstimos para pequenas empresas via Pronampe (somando R$ 5,1 bilhões) e cerca de 9,7 mil operações para Microempreendedores Individuais (MEIs) por meio do Procred.

​Como nova medida de fomento dentro do mutirão nacional de renegociação — que terá duração de 90 dias —, as autoridades econômicas confirmaram uma novidade muito aguardada: a partir do dia 26 de maio, os trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo do FGTS para amortizar ou liquidar as dívidas do programa. Adicionalmente, o governo estima liberar perto de R$ 7 bilhões oriundos do saque-aniversário residual para a mesma finalidade, ampliando significativamente a margem de resgate financeiro da população de baixa renda.

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