, mas alertam para subnotificação de dados
O Brasil alcançou o menor nível de homicídios de sua série histórica recente. Segundo os dados oficiais consolidados pelo Atlas da Violência, publicados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), o país registrou 42.590 homicídios. O número representa uma taxa de 20,1 casos por 100 mil habitantes, consolidando uma redução significativa na violência letal nacional.
Apesar do recuo comemorado pelas autoridades do Governo Federal, os pesquisadores acendem um alerta para o crescimento dos chamados “homicídios ocultos”. O estudo aponta que a melhora nos indicadores convive com uma fragilidade nos registros oficiais e subnotificação em diversas regiões.
Os estados mais e menos violentos do país
O mapeamento detalhado da violência expõe as profundas desigualdades regionais e as diferentes realidades de segurança pública enfrentadas pelos estados brasileiros.
Estados com menores taxas de homicídios
A região Sudeste e parte do Sul continuam concentrando os estados com os menores índices de letalidade violenta por habitante.
- São Paulo
- Santa Catarina
- Minas Gerais
Estados com maiores taxas de homicídios
Por outro lado, municípios das regiões Nordeste e Norte lideram os indicadores de violência calculados pelo relatório. Cidades baianas e cearenses, como Maranguape (CE) e Jequié (BA), figuram no topo da lista das localidades com maior taxa de homicídios estimados por 100 mil habitantes, impulsionadas principalmente por disputas territoriais de facções criminosas.
Tendência de queda se mantém nos primeiros meses
A tendência de desaceleração apontada pelo Atlas da Violência também é corroborada por dados em tempo real coletados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública através do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública).
No primeiro trimestre, o Sinesp indicou uma redução de 27,6% no número de homicídios dolosos e latrocínios no país em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 7.289 mortes registradas. Estados como São Paulo e Paraná confirmaram quedas recordes e atingiram os menores índices das últimas décadas em seus monitoramentos locais no início deste ano.
Nota dos Especialistas: Embora os números absolutos demonstrem o acerto de programas integrados voltados para a qualificação de investigações e combate ao crime organizado, o Ipea reforça a necessidade urgente de aprimorar a transparência e a classificação das mortes violentas intencionais para evitar distorções nas estatísticas oficiais.





