Candida do PL questiona TRE-RJ após contestação sobre nome de urna “Negona do Bolsonaro”

​A candidata a deputada estadual Vanessa da Silva Oliveira (PL-RJ) expressou insatisfação após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) solicitar esclarecimentos sobre o uso do nome político “Negona do Bolsonaro” nas urnas eletrônicas. Em sua defesa, a postulante ao cargo legislativo argumentou que a alcunha reflete sua identidade social e política, levantando o questionamento sobre se a fiscalização eleitoral adotaria o mesmo critério caso a homenagem fosse direcionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

​A controvérsia teve início quando a comissão judiciária encarregada da fiscalização da propaganda eleitoral no estado levantou dúvidas sobre a adequação do nome escolhido, que associa uma característica física a uma figura política de projeção nacional. Segundo a legislação eleitoral brasileira, o nome de urna registrado pelo candidato não deve induzir o eleitor a erro, causar dúvida sobre sua identidade ou conter termos considerados irrisórios ou ofensivos.

​A defesa da candidata sustentou que o apelido é fruto do reconhecimento público que possui em sua base de atuação e que o uso da imagem ou nome de lideranças partidárias é uma prática comum no cenário político do país. O episódio trouxe novamente ao debate as regras aplicadas pela Justiça Eleitoral quanto aos limites para a criação de nomes de fantasia e à vinculação explicita a padrinhos políticos durante o período de campanha.


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