Smotrich impulsiona expansão de assentamentos e gera condenação internacional por “anexação de fato” na Cisjordânia
O gabinete de segurança de Israel aprovou um pacote de medidas que aprofunda drasticamente o controle sobre a Cisjordânia ocupada, provocando uma onda de repúdio global. O movimento, liderado pelo ministro das Finanças Bezalel Smotrich, é visto por especialistas e diplomatas como um passo decisivo para a “anexação de fato” do território, inviabilizando a solução de dois Estados.
Os pontos centrais da medida
As novas diretrizes visam transferir poderes administrativos da esfera militar para autoridades civis sob o comando de Smotrich, facilitando a expansão de colônias judaicas. Entre os principais pilares estão:
- Legalização de postos avançados: Reconhecimento retroativo de assentamentos que eram considerados ilegais até mesmo pela legislação israelense.
- Controle de planejamento: Facilitação de licenças para construções israelenses e endurecimento da fiscalização contra edificações palestinas.
- Apropriação de terras: Mecanismos que agilizam a declaração de vastas áreas como “terras do Estado”.
Reações e o “Estado palestino” em xeque
A retórica do governo de Benjamin Netanyahu tem se tornado cada vez mais explícita. Smotrich, em declarações recentes, afirmou que o objetivo é impedir a formação de um Estado palestino, classificando-o como uma “ameaça existencial” a Israel.
A resposta internacional foi imediata e severa:
”Essas medidas são ilegais sob o direito internacional e apenas servem para inflamar tensões em um momento já crítico para a região”, afirmou o porta-voz do governo do Reino Unido.
Países árabes, como Jordânia e Egito, alertaram que a expansão dos assentamentos destrói as chances de uma paz duradoura. Internamente, grupos israelenses que se opõem à ocupação descrevem a manobra como um “golpe administrativo” que ignora as normas internacionais de Genebra.
Contexto de escalada
A decisão ocorre em meio a um cenário de violência crescente na Cisjordânia desde o início do conflito em Gaza. A ONU e organizações de direitos humanos relatam um aumento recorde na violência de colonos contra civis palestinos, muitas vezes sob a proteção ou omissão das forças de segurança.
































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