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IBOVESPA ATINGE 191 mil pontos com força de Vale e Petrobras em dia de recorde histórico

IBOVESPA ATINGE 191 mil pontos com força de Vale e Petrobras em dia de recorde histórico

O mercado financeiro brasileiro viveu uma jornada histórica nesta terça-feira. Pela primeira vez em sua história, o Ibovespa, principal índice da B3, tocou o patamar dos 191 mil pontos. O movimento consolida uma trajetória de renovação de recordes que vem marcando o início de 2026, impulsionada principalmente pelo forte fluxo de capital estrangeiro e pelo desempenho das gigantes de commodities.

​Apesar da abertura incerta e de um pregão marcado pela volatilidade, o índice encontrou suporte no peso das ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4). As mineradoras e o setor de óleo e gás reagiram positivamente a novos dados econômicos da China e à estabilidade nos preços internacionais do petróleo, o que garantiu o fôlego necessário para superar a marca simbólica dos 190 mil pontos e atingir a máxima de 191.240 pontos durante a tarde.

​Bancos pressionam, mas não seguram o rali

​Diferente das commodities, o setor bancário atuou como um freio parcial para o índice hoje. Instituições como Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) operaram em terreno misto, refletindo a cautela dos investidores em relação à trajetória da Selic. O mercado aguarda com expectativa as próximas sinalizações do Copom, dividindo-se entre a manutenção das taxas e o início de um ciclo de cortes moderados, previsto por analistas para as próximas reuniões.

​O fator estrangeiro

​Um dos principais combustíveis para este rali é a “rotação de portfólios global”. De acordo com dados recentes da B3, o ingresso de capital externo no país já ultrapassa a marca de R$ 30 bilhões apenas em 2026. A busca por mercados emergentes que ofereçam boa rentabilidade, somada a incertezas nas economias centrais (EUA e União Europeia), tem colocado o Brasil em uma posição de destaque para investidores institucionais.

​Dólar e Cenário Macro

​Enquanto a Bolsa subia, o dólar comercial acompanhou o otimismo, operando em queda e sendo cotado na casa dos R$ 5,18. A desvalorização da moeda americana é atribuída justamente à entrada massiva de dólares para o mercado de ações, o que ajuda a conter a inflação e melhora as perspectivas para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.

​Especialistas apontam que, embora o caminho para os 200 mil pontos ainda pareça desafiador devido às questões fiscais domésticas, o “momentum” atual da bolsa brasileira é um dos mais fortes da última década.

Destaques do Pregão:

  • Petrobras (PETR4): Alta de 1,8% acompanhando o Brent.
  • Vale (VALE3): Valorização de 2,1% com estímulos no setor imobiliário chinês.
  • Bancos: Queda média de 0,4%, com investidores realizando lucros recentes.

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