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Senado amplia cerco ao Banco Master e ignora resistência de Alcolumbre

Senado amplia cerco ao Banco Master e ignora resistência de Alcolumbre

O cenário político no Senado Federal subiu de temperatura esta semana. Em um movimento que demonstra a independência das frentes parlamentares, diferentes f комиssões decidiram avançar sobre as investigações envolvendo o Banco Master, contornando a falta de articulação para a criação de uma CPI exclusiva sobre o tema, que sofria resistência nos bastidores por parte do senador Davi Alcolumbre.

​A estratégia das frentes múltiplas

​Sem o sinal verde para uma comissão dedicada exclusivamente ao caso, o Senado adotou uma “estratégia de pinça”. Diferentes colegiados passaram a investigar facetas distintas das operações do banco:

  • Comissão de Assuntos Econômicos (CAE): Foca na higidez financeira e nas transações de mercado que levantaram alertas em órgãos de controle.
  • CPI do INSS: Investiga possíveis irregularidades em empréstimos consignados e fluxos financeiros que tocam a autarquia.
  • CPI do Crime Organizado: Apura conexões de lavagem de dinheiro e o uso de estruturas bancárias para ocultação de ativos.

​O recuo de Daniel Vorcaro

​O centro das atenções é o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele era esperado para prestar depoimento em duas dessas comissões simultaneamente. No entanto, em um movimento estratégico de defesa, Vorcaro desistiu de comparecer às audiências.

​A ausência foi recebida pelos parlamentares como uma tentativa de ganhar tempo, mas teve o efeito oposto: intensificou o desejo de convocação obrigatória. Senadores da oposição e independentes alegam que o “drible” regimental tentado pela cúpula do Senado não será suficiente para blindar a instituição financeira diante dos indícios apresentados.

​O que está em jogo?

​O “caso Master” tornou-se um teste de força no Legislativo. De um lado, o grupo ligado a Alcolumbre tenta evitar que o desgaste político respingue em aliados; de outro, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU) acompanham de perto as movimentações parlamentares, que podem servir de base para processos judiciais mais robustos.

​”A transparência não é opcional quando falamos do sistema financeiro nacional. Se não houve a CPI própria, as comissões permanentes farão o papel de fiscalizar”, afirmou um dos membros da CAE sob condição de anonimato.

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