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Ponta Grossa sob descaso: Ratinho Jr e deputados ignoram clamor por água potável

Ponta Grossa sob descaso: Ratinho Jr e deputados ignoram clamor por água potável

PONTA GROSSA – A crise no abastecimento de água em Ponta Grossa atingiu um ponto de ruptura. Enquanto moradores relatam receber “água podre” em suas torneiras — com odor fétido e coloração imprópria —, o governador Ratinho Júnior (PSD) e sua base aliada na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) mantêm um silêncio que ecoa como descaso nos bairros da cidade.

​O problema, que se arrasta há semanas, ganhou novos capítulos de indignação nesta segunda-feira (23). Além da qualidade deplorável do serviço prestado pela Sanepar, a população agora lida com o “insulto financeiro”: faturas que chegam com valores dobrados ou até triplicados, apesar de o produto entregue ser inutilizável para o consumo humano básico.

​Manifestação popular e inquérito no MP

​A omissão política tem gerado uma mobilização sem precedentes. Um grande protesto está agendado para esta quarta-feira (25), às 13h30, em frente à sede da Sanepar na rua Balduíno Taques. O movimento exige respostas claras e a suspensão das tarifas abusivas.

​A gravidade do cenário obrigou o Ministério Público do Paraná (MP-PR) a intervir. O órgão abriu um inquérito para investigar a presença de microcrustáceos e a alteração de odor e gosto na água distribuída. Paralelamente, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema) convocou a diretoria da companhia para explicações imediatas, mas até o momento, as respostas técnicas têm sido consideradas evasivas pela comunidade.

​O silêncio dos aliados

​Embora deputados da base governista, como Marcelo Rangel (PSD), tenham ensaiado cobranças pontuais à Sanepar nos últimos dias, a crítica central recai sobre a falta de uma ação efetiva do Governo do Estado. Para os críticos, a estratégia parece ser de “blindagem” da companhia em um ano em que o governador projeta voos políticos nacionais para 2026.

​Enquanto o palácio Iguaçu silencia, em Ponta Grossa a realidade é cruel: o direito básico ao saneamento e à água limpa — sinônimos de qualidade de vida — tornou-se um artigo de luxo ou uma promessa vazia. A irresponsabilidade de quem detém o poder de decisão coloca em risco a saúde pública da quarta maior cidade do Paraná.

​A Sanepar, em notas oficiais anteriores, limitou-se a dizer que a água permanece “própria para consumo” e que os problemas de cheiro seriam pontuais devido a manutenções. Para o cidadão que abre a torneira e sente o mau cheiro, a nota oficial não passa de uma peça de ficção.

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