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Foto de escola promove reencontro emocionante após 85 anos

Foto de escola promove reencontro emocionante após 85 anos

​O tempo e a distância não foram suficientes para apagar as lembranças de uma infância compartilhada em Eyemouth, na Escócia. Quase nove décadas após terem seguido caminhos distintos, Jim Dougal e Betty Davidson, ambos com 96 anos, protagonizaram um reencontro que emocionou o Reino Unido e viralizou nas redes sociais recentemente.

​A história dessa conexão começou na década de 1930, quando os dois eram inseparáveis. Vizinhos de rua, eles tinham o hábito de caminhar de mãos dadas até a Escola Primária de Eyemouth. “Eu batia na porta dela, ou ela batia na minha, e íamos juntos”, recorda Jim. A separação ocorreu em 1939, quando a família de Jim se mudou da cidade, e o contato foi completamente perdido conforme a vida adulta chegava, com casamentos, carreiras e mudanças de país para muitos de seus colegas.

​O papel da tecnologia e da persistência

​O “milagre” do reencontro foi arquitetado por Alistair Dougal, filho de Jim. Durante uma pesquisa sobre a árvore genealógica da família, Alistair deparou-se com uma fotografia de turma de 1936, contendo 32 crianças. Fascinado pela imagem, ele decidiu investigar o paradeiro de cada um daqueles alunos.

​Com o auxílio das redes sociais e registros públicos, Alistair descobriu que a maioria dos colegas já havia falecido ou se mudado para países distantes, como Austrália e Nova Zelândia. No entanto, sua busca revelou que, além de seu pai, apenas outras duas pessoas daquela foto ainda estavam vivas — e uma delas era Betty Davidson.

​O momento mágico

​O encontro ocorreu no condado de North Yorkshire, na Inglaterra, onde Betty reside atualmente. Segundo Alistair, descrever o momento como “mágico” seria um eufemismo. Para os idosos, foi como se o tempo tivesse retrocedido à simplicidade dos anos 30.

Detalhes do reencontro:

  • A foto da sorte: A imagem de 1936 foi o guia para localizar Betty, que permaneceu em Eyemouth até 1950 antes de se mudar.
  • Memória preservada: Jim, que serviu no Exército e viveu a maior parte da vida em Essex, creditou o sucesso da busca à sua memória de longo prazo, que ajudou o filho a identificar rostos e nomes.
  • Destino: “Que Betty seja uma das sobreviventes parece destino”, afirmou Alistair em entrevista.

​Hoje, vivendo em cidades diferentes da Inglaterra, os “eternos namoradinhos” provam que alguns laços são resistentes ao passar dos séculos. A história serve como um lembrete de que, mesmo na era digital, o valor de uma fotografia impressa e de uma amizade de infância permanece inestimável.

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