Governo de SP e Metrô iniciam testes finais da Linha 17-Ouro para ligar Congonhas à malha ferroviária
Após 12 anos de uma espera que se tornou símbolo de atrasos em obras públicas, o monotrilho da Linha 17-Ouro de São Paulo finalmente entrou em sua fase decisiva. Nesta semana de fevereiro de 2026, as composições fabricadas pela BYD realizaram testes cruciais de movimentação e sinalização, incluindo a inédita chegada do trem à estação Aeroporto de Congonhas.
O projeto, que deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014, agora tem data marcada para o primeiro contato com o público: a gestão Tarcísio de Freitas trabalha com a meta de iniciar a operação assistida no dia 30 de março.
Detalhes da Operação e Próximos Passos
Nesta fase inicial, o serviço será restrito. Segundo informações do Metrô e de empresas envolvidas, como a construtora Agis, o funcionamento ocorrerá de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Esse horário reduzido, fora dos períodos de pico, é o padrão de segurança para sistemas de “metrô leve” (monotrilho) que utilizam tecnologia driverless (sem condutor).
Até o momento, quatro das oito estações da primeira fase já foram dadas como concluídas pela construtora:
- Vereador José Diniz
- Campo Belo (conexão com a Linha 5-Lilás)
- Morumbi (conexão com a Linha 9-Esmeralda)
- Aeroporto de Congonhas
Impacto na Mobilidade
A estimativa é que, quando estiver em operação plena — prevista para o terceiro trimestre de 2026 —, a linha transporte cerca de 100 mil passageiros por dia. O ramal é estratégico por conectar o aeroporto central de São Paulo diretamente aos eixos corporativos da Avenida Berrini e da Marginal Pinheiros, além de oferecer uma alternativa ao saturado trânsito da Avenida Washington Luís e Roberto Marinho.
Recentemente, testes realizados com energia das baterias dos próprios trens mostraram que o sistema possui autonomia para deslocamentos mesmo em situações de falta de energia na rede externa, garantindo que nenhum passageiro fique “preso” entre as estações elevadas.
Embora o cronograma tenha saltado de três para doze anos de duração, o avanço dos trens sobre as vigas da Zona Sul sinaliza o fim de uma das novelas de infraestrutura mais longas da capital paulista.
































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