Renda domiciliar per capita cresce 11,9% e atinge R$ 2.316 em 2025, aponta IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (27) os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), revelando que o rendimento domiciliar per capita médio no Brasil saltou para R$ 2.316 em 2025. O número representa um avanço nominal expressivo de 11,9% em relação ao ano anterior, quando a média nacional era de R$ 2.069.
O crescimento da renda média superou significativamente a inflação oficial acumulada no período, medida pelo IPCA, que fechou em 4,26%. Este cenário consolida uma trajetória de recuperação do poder de compra das famílias brasileiras, impulsionada pelo aquecimento do mercado de trabalho e pela redução das taxas de desocupação, que atingiram níveis historicamente baixos em diversas regiões do país.
Disparidades regionais permanecem acentuadas
Apesar do otimismo com os números nacionais, o levantamento do IBGE reforça a persistência de abismos sociais entre as unidades da federação. O Distrito Federal continua liderando o ranking nacional com folga, apresentando uma renda per capita de R$ 4.538 — um aumento superior a R$ 1.000 em apenas 12 meses.
No outro extremo da tabela, o Maranhão registra o menor rendimento médio do país, com R$ 1.219. Embora o estado tenha apresentado crescimento em comparação aos R$ 1.077 de 2024, o valor ainda não atinge sequer o salário mínimo vigente e representa menos de um terço da renda média de um morador da capital federal.
Confira os destaques por região (valores em R$):
- Distrito Federal: 4.538 (maior do país)
- São Paulo: 2.956
- Rio Grande do Sul: 2.839
- Santa Catarina: 2.809
- Rio de Janeiro: 2.794
- Maranhão: 1.219 (menor do país)
Fatores de crescimento e impacto fiscal
Especialistas e analistas do mercado apontam que a combinação de um mercado de trabalho formal resiliente e o fortalecimento de políticas de transferência de renda foram cruciais para este desempenho. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o país vive uma “mudança estrutural”, com mais da metade dos domicílios agora enquadrados nas classes C, B ou A.
Além do termômetro social, esses dados possuem aplicação prática imediata na gestão pública. Os valores divulgados pelo IBGE são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como critério para o rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), conforme estabelecido pela Lei Complementar 143/2013.
Para 2026, a expectativa é de continuidade no ciclo de contratações, embora o cenário de juros elevados e custos operacionais para os estados ainda exija cautela no planejamento econômico a longo prazo.
































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