Irã e Israel divergem sobre bombardeio em escola que deixou 153 mortos
O governo do Irã confirmou neste domingo que o balanço de mortos no ataque a uma escola primária para meninas na cidade de Minab, no sul do país, subiu para 153. Segundo as autoridades iranianas, o local foi atingido por mísseis durante a ofensiva conjunta liderada por Israel e pelos Estados Unidos. Em contrapartida, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) declarou “desconhecer” qualquer operação militar realizada especificamente naquela área.
O incidente e as vítimas
O bombardeio ocorreu no último sábado (28 de fevereiro), em um momento em que as alunas estavam em aula. De acordo com o Ministério da Educação do Irã, além das 153 vítimas fatais — em sua maioria crianças —, há pelo menos 95 feridos. Imagens verificadas por agências internacionais mostram o prédio parcialmente colapsado e equipes de resgate retirando materiais escolares dos escombros.
Especialistas militares observam que a escola está localizada a aproximadamente 600 metros de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica, o que levanta hipóteses sobre a precisão dos alvos ou danos colaterais severos.
Contexto da escalada militar
O ataque à escola insere-se em um cenário de guerra aberta iniciado no último final de semana:
- Ofensiva Combinada: O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmaram uma série de ataques coordenados com o objetivo de “eliminar ameaças” do regime iraniano.
- Baixas no Cúpula: O conflito já resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e de outras figuras de alto escalão, como o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
- Retaliação: O Irã respondeu com disparos de mísseis contra Israel e bases americanas na região, atingindo cidades como Beit Shemesh e abrigos antiaéreos próximos a Jerusalém.
Reações internacionais
A UNESCO e o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenaram o bombardeio à instituição de ensino, classificando-o como uma “grave violação do direito humanitário”. Enquanto isso, o governo interino iraniano, agora sob o comando do aiatolá Alireza Arafi, decretou 40 dias de luto nacional.
O clima de tensão permanece elevado, com Netanyahu afirmando que a ofensiva será “intensificada” e Trump ameaçando usar uma força “nunca antes vista” caso Teerã continue as retaliações.

































Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.