Jovem é ameaçado após ser confundido com suspeito de estupro coletivo em Copacabana
Um jovem carioca vive dias de tensão após ter seu nome e imagem associados por engano a um crime bárbaro ocorrido no Rio de Janeiro. Ele relata estar recebendo uma onda de ameaças de morte em suas redes sociais por possuir um nome quase idêntico ao de um dos envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, caso que gerou forte mobilização policial e institucional nesta virada de mês.
O erro nas redes e as ameaças
A confusão começou logo após a divulgação dos nomes dos quatro maiores de idade indiciados pela Polícia Civil. Usuários das redes sociais, em uma tentativa de fazer “justiça com as próprias mãos”, localizaram o perfil do jovem inocente e passaram a compartilhar suas fotos como se ele fosse um dos foragidos.
O rapaz, que não possui qualquer ligação com o crime, precisou restringir suas contas e manifestar-se publicamente para tentar estancar o linchamento virtual. “Estão mandando mensagem dizendo que sabem onde eu moro. Eu não consigo mais sair de casa”, relatou ele em suas redes, reforçando que o erro pode ter consequências trágicas.
Desdobramentos: Colégio Pedro II e investigados foragidos
As investigações apontam que o crime ocorreu em um apartamento no bairro de Copacabana e envolveu cinco indivíduos. De acordo com as atualizações mais recentes das autoridades:
- Afastamento institucional: O Colégio Pedro II confirmou o afastamento de alunos da instituição que estão entre os suspeitos. Em nota oficial emitida neste domingo (1º de março), a reitoria afirmou que “não pode tolerar a barbárie” e que colabora com as investigações.
- Os acusados: Os nomes dos quatro maiores de idade indiciados e considerados foragidos pela Justiça são:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti
- Vitor Hugo Oliveira Simonin
- João Gabriel Xavier
- Matheus Veríssimo Zoel Martins
- Envolvimento de menor: Além dos quatro, um adolescente também é investigado por participação no crime.
Detalhes do crime
A vítima, uma adolescente, relatou ter sido agredida e violada sexualmente após ser atraída para o imóvel. Câmeras de segurança registraram o momento em que a jovem deixou o prédio visivelmente abalada, enquanto um dos suspeitos retornava ao apartamento fazendo gestos interpretados pelos investigadores como “comemoração”.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue realizando buscas na Baixada Fluminense e em outros pontos do estado para localizar os envolvidos, que respondem por estupro com concurso de pessoas.
Importante: Se você tem informações sobre o paradeiro dos suspeitos citados acima, denuncie anonimamente ao Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177. Não compartilhe fotos de pessoas sem confirmação oficial para evitar injustiças contra inocentes.

































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