Último foragido por estupro coletivo de adolescente em Copacabana se entrega à polícia
O último dos quatro jovens foragidos pela Justiça no caso do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, entregou-se à Polícia Civil do Rio de Janeiro no início da tarde desta quarta-feira (4). Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, apresentou-se na 12ª DP (Copacabana) acompanhado de seus advogados, encerrando o ciclo de buscas pelos réus principais do crime que chocou o estado.
Com a rendição de Bruno, todos os quatro adultos envolvidos — Mattheus Verissimo Zoel Martins (19), João Gabriel Xavier Bertho (19), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18) e o próprio Bruno — estão sob custódia do sistema prisional. Eles foram transferidos para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
O caso e a emboscada planejada
As investigações da Polícia Civil apontam que o crime, ocorrido em 31 de janeiro em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, foi uma “emboscada planejada”. A vítima foi atraída ao local por um adolescente de 17 anos, seu ex-namorado, sob o pretexto de um encontro a sós. No entanto, ao chegar ao imóvel — que pertence à família de Vitor Hugo —, a jovem foi trancada em um quarto e submetida a violência sexual, socos, tapas e chutes praticados pelo grupo.
Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para o indiciamento, mostrando o momento em que os jovens entram e saem do prédio. O exame de corpo de delito confirmou a gravidade das agressões, identificando hemorragias e lesões físicas compatíveis com o relato da vítima.
Novas denúncias e desdobramentos
A repercussão do caso encorajou outras mulheres a procurarem a polícia. Pelo menos duas novas vítimas relataram ter sofrido abusos semelhantes praticados por integrantes do mesmo grupo em ocasiões anteriores, uma delas ocorrida há três anos, quando a denunciante tinha apenas 14 anos. O delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP, afirmou que o modus operandi descrito pelas novas vítimas é idêntico ao do caso atual.
Consequências institucionais
O envolvimento dos jovens gerou reações imediatas em suas redes sociais e profissionais:
- Vitor Hugo Oliveira Simonin: É filho de um ex-subsecretário de Infraestrutura e Obras do Rio, que foi exonerado do cargo logo após a divulgação do caso.
- João Gabriel Xavier Bertho: Teve seu contrato rescindido pelo Serrano Football Club, de Petrópolis.
- Bruno Felipe: Foi suspenso por 120 dias pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
O adolescente que atraiu a vítima responde por ato infracional análogo ao crime de estupro e seu processo corre em segredo de justiça na Vara da Infância e da Juventude. Já os quatro adultos responderão por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. As defesas dos acusados divergem; enquanto alguns mantêm silêncio, a defesa de João Gabriel nega a participação no estupro, alegando que houve consentimento.

































Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.