Gleisi Hoffmann deixará Secretaria de Relações Institucionais dia 31 e será sucedida por Olavo Noleto
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, confirmou oficialmente nesta quarta-feira (4) que deixará o comando da pasta no dia 31 de março. A saída, articulada diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorre para que a petista possa disputar uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições de 2026, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.
Para o seu lugar, o governo já definiu o nome de Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (o “Conselhão”). Durante evento em Brasília voltado a políticas de proteção à mulher, Gleisi elogiou seu sucessor, classificando-o como uma escolha natural devido à sua vasta experiência na articulação política e no diálogo com a sociedade civil. “A partir do dia 31, vocês perdem um secretário-executivo, mas ganham um ministro”, afirmou a atual titular da SRI.
Estratégia para 2026
A saída de Gleisi faz parte de um movimento mais amplo do Palácio do Planalto. Ela é uma das principais apostas do Partido dos Trabalhadores para fortalecer a presença da legenda no Sul do país, região onde a oposição mantém bases sólidas. Ao retornar ao mandato parlamentar e focar na pré-candidatura ao Senado, Gleisi busca pavimentar um palanque forte para o projeto de reeleição de Lula em 2026.
Legado e transição
À frente da Secretaria de Relações Institucionais desde março de 2025 — quando substituiu Alexandre Padilha em uma reforma ministerial —, Gleisi foi responsável por gerenciar a relação entre o Executivo e o Congresso Nacional. Sua gestão foi marcada pela defesa enfática da agenda econômica do governo e pelo esforço em manter a coesão da base aliada em votações estratégicas.
A transição para Olavo Noleto é vista com otimismo pelos líderes da base governista. Noleto já ocupou cargos de relevância na própria SRI em gestões anteriores e possui bom trânsito entre movimentos sociais e o setor produtivo.
Novidades na segurança feminina
Em seu anúncio de despedida, a ministra também destacou os últimos avanços de sua gestão na área social, como o lançamento do programa “Alerta Mulher Segura”. O dispositivo permitirá que mulheres monitorem agressores por meio de tecnologia integrada, incluindo um botão de pânico e conexão direta com as forças policiais. Segundo Gleisi, garantir a segurança física das mulheres é um dos pilares que o governo continuará priorizando após sua saída.

































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