Lula e Paulo Okamotto transferiram R$ 873 mil para Lulinha
Registros bancários obtidos por meio de quebra de sigilo revelaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o dirigente petista Paulo Okamotto realizaram transferências que somam R$ 873 mil para Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As transações, ocorridas entre 2022 e 2023, entraram no radar de investigações que apuram movimentações financeiras do empresário.
De acordo com os dados bancários analisados, o presidente Lula efetuou três repasses ao filho, totalizando R$ 721,3 mil. Duas dessas operações foram realizadas em 27 de dezembro de 2023, nos valores de R$ 244,8 mil e R$ 92,4 mil. Uma terceira transferência, de R$ 384 mil, havia sido feita anteriormente, em 22 de julho de 2022. Os recursos partiram de uma conta mantida por Lula em uma agência do Banco do Brasil em São Bernardo do Campo (SP).
Na mesma data do repasse de julho de 2022, Paulo Okamotto — então presidente da Fundação Perseu Abramo e diretor do Instituto Lula — transferiu R$ 152.488,39 para Lulinha. O registro da operação consta como “depósito cheque BB liquidado”, sem que o motivo da transação tenha sido formalmente especificado nos registros bancários iniciais.
Investimentos e contexto das movimentações
Os documentos indicam que, logo após receber os valores, Lulinha realizou aplicações financeiras expressivas. Em julho de 2022, dois dias após o depósito de Lula, o empresário aplicou R$ 386 mil no fundo BB Renda Fixa Longo Prazo High. Movimentação similar foi observada em dezembro de 2023, quando, após os novos aportes, cerca de R$ 299 mil foram investidos em fundos do Banco do Brasil.
As informações surgem em um momento de pressão sobre o filho do presidente. Recentemente, a CPMI do INSS aprovou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático para investigar supostos repasses ligados a um esquema de descontos indevidos em aposentadorias, no qual o nome de Lulinha foi citado em mensagens interceptadas pela Polícia Federal.
O que dizem os envolvidos
Aliados e interlocutores da família alegam que parte dos recursos movimentados tem origem em herança, justificando a natureza familiar das transferências. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega veementemente qualquer envolvimento com irregularidades no INSS ou com o lobista conhecido como “Careca do INSS”. Em nota, os advogados afirmaram que o foro adequado para prestar esclarecimentos é o Supremo Tribunal Federal (STF) e classificaram as suspeitas como “fofocas e vilanias” sem materialidade.
O presidente Lula, em declarações recentes sobre as investigações que cercam o filho, afirmou que “se ele tiver alguma coisa, vai pagar o preço”, mas reforçou acreditar na inocência de Lulinha e orientou o filho a se defender perante a Justiça.

































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