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Novas evidências e exumação no caso da PM Gisele Santana questionam versão de suicídio em SP

Novas evidências e exumação no caso da PM Gisele Santana questionam versão de suicídio em SP

​A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 29 anos, entrou em uma fase decisiva em março de 2026. Novos áudios, imagens de câmeras de segurança e a recente exumação do corpo, autorizada pela Justiça, trazem à tona inconsistências que colocam em xeque a versão inicial de suicídio apresentada pelo seu marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto.

​O comportamento suspeito após o disparo

​Imagens inéditas obtidas pela investigação e divulgadas recentemente mostram momentos críticos após o disparo que atingiu Gisele na cabeça, no apartamento do casal no Brás, centro de São Paulo. De acordo com os registros e depoimentos:

  • Troca de roupa e banho: Após a vítima ser socorrida pelo helicóptero Águia e encaminhada ao hospital, o tenente-coronel solicitou autorização para retornar ao apartamento. Mesmo após uma negativa inicial, ele conseguiu entrar no local — que deveria estar preservado para perícia — sob a justificativa de que precisava tomar banho e trocar de roupa para o longo dia de depoimentos que viria.
  • A perícia na bermuda: A peça de roupa utilizada pelo oficial no momento do ocorrido foi apreendida e passa por perícia para identificar possíveis resíduos de pólvora ou manchas de sangue que não condigam com a cena relatada.

​Áudios revelam pressão e pedido de ajuda

​Mensagens e áudios recuperados de celulares mostram um relacionamento conturbado. Dias antes de morrer, Gisele ligou para o pai chorando, afirmando que “não aguentava mais a pressão” e pedindo para que ele a buscasse. O casal já dormia em quartos separados desde agosto do ano passado.

​Além disso, prints revelam que o tenente-coronel exercia forte controle sobre a esposa, monitorando suas redes sociais e confrontando contatos da policial, incluindo familiares.

​Linha do tempo e próximos passos

​A Polícia Civil de São Paulo agora trabalha com a hipótese de morte suspeita, e a família da soldado luta para que o caso seja tipificado como feminicídio.

​”Buscamos apenas a verdade. Embora seja doloroso para a família passar por uma exumação, ela é necessária para esclarecer os fatos que as imagens e áudios começaram a desenhar”, afirmou Dr. Miguel Silva, advogado dos familiares de Gisele.

​A defesa do tenente-coronel alega que as discussões eram motivadas por ciúmes de ambas as partes e que imagens do oficial teriam sido adulteradas com o uso de inteligência artificial por terceiros para desestabilizar o casamento. O caso segue sob segredo de Justiça.

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