Polícia prende todos os envolvidos em estupro coletivo em Copacabana após surgimento de novas vítimas
As investigações sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido no final de janeiro, ganharam desdobramentos decisivos na primeira semana de março de 2026. Com a entrega do último suspeito — um adolescente também de 17 anos — na última sexta-feira (6), todos os cinco indiciados pelo crime estão agora sob custódia do Estado.
O caso, que chocou o Rio de Janeiro pela brutalidade e pelo planejamento, revelou um padrão de comportamento dos agressores. Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), o grupo agia por meio de “emboscadas”. A tática consistia em atrair as vítimas para um apartamento sob o pretexto de um encontro romântico com um dos jovens, para que, em seguida, os demais invadissem o local e praticassem a violência.
Os principais envolvidos e o status das prisões
Até o momento, os quatro adultos indiciados tiveram a prisão preventiva decretada e estão presos:
- João Gabriel Xavier Bertho (19 anos): Ex-jogador do Serrano FC, entregou-se no dia 3 de março. Sua defesa nega o crime e alega “consentimento”.
- Mattheus Veríssimo Zoel Martins (19 anos): Jogador do S.C. Humaitá, também se entregou no dia 3 de março. O clube anunciou seu afastamento imediato.
- Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos): Filho de um ex-subsecretário estadual (exonerado após o caso), entregou-se em 4 de março.
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos): Entregou-se junto com Vitor Hugo.
- Adolescente de 17 anos: Apontado como o “mentor” intelectual e responsável por atrair a vítima; foi o último a se apresentar à polícia, em Belford Roxo.
Padrão de violência e novas denúncias
A repercussão do caso de janeiro encorajou outras famílias a buscarem a delegacia. Pelo menos duas novas denúncias foram registradas com o mesmo modus operandi.
- Caso de 2023: Uma mãe relatou que sua filha, então com 14 anos, sofreu um abuso idêntico praticado por três dos cinco envolvidos no crime atual.
- Abuso em salão de festas: Uma terceira vítima procurou a polícia para denunciar um crime ocorrido em um evento social, ampliando a investigação para possíveis outros participantes.
Consequências institucionais
O impacto do crime transbordou a esfera policial:
- Educação: O Colégio Pedro II, onde os suspeitos estudavam, iniciou o processo de desligamento dos jovens após orientação da Procuradoria Federal.
- Governo: O Ministério das Mulheres emitiu nota oficial reforçando a urgência do debate sobre consentimento e educação sexual para prevenção da violência de gênero.
- Justiça: O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o grupo por estupro qualificado e cárcere privado. Se condenados, as penas podem ultrapassar os 15 anos de reclusão devido às agravantes de concurso de pessoas e vítima menor de idade.

































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