PF suspeita de crime financeiro e avança sobre resort ligado a Toffoli com quebras de sigilo
A Polícia Federal (PF) intensificou as investigações sobre uma suposta rede de crimes financeiros que envolve o Banco Master e o resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). O avanço da corporação agora foca em quebras de sigilo bancário e fiscal de fundos de investimento que teriam sido utilizados para ocultar transações irregulares. Embora o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, não seja formalmente investigado, a PF monitora movimentações que esbarram em empresas ligadas à sua família.
O foco da investigação
O cerne da suspeita reside no fundo de investimento Arleen, que possui conexões com o Banco Master e adquiriu, em 2021, a participação societária da empresa Maridt — pertencente à família de Toffoli — no resort Tayayá. Investigadores buscam entender se essa transação e outros fluxos financeiros do fundo serviram como mecanismos de lavagem de dinheiro ou pagamento de vantagens indevidas.
Informações recentes apontam que a PF encontrou menções a Toffoli em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o que precipitou a saída do ministro da relatoria de inquéritos ligados à instituição no mês passado. O caso agora está sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Crise e desdobramentos no STF
A condução do caso tem gerado um embate institucional:
- Blindagem e anulações: Recentemente, o ministro Gilmar Mendes suspendeu quebras de sigilo aprovadas por CPIs contra empresas ligadas aos irmãos de Toffoli, classificando as medidas como abusivas.
- Novas evidências: A PF afirma que as análises dos materiais apreendidos na Operação Compliance Zero continuam e que novos relatórios podem ser enviados ao STF caso surjam indícios robustos que justifiquem a abertura de um inquérito formal contra o magistrado.
- Defesa de Toffoli: Em notas anteriores, o gabinete do ministro afirmou que a venda de sua participação no resort foi legal, declarada à Receita Federal e que ele jamais recebeu valores indevidos de Vorcaro.
OUTRO LADO: Procurado por meio da assessoria do Supremo, o ministro não se manifestou sobre os novos avanços das quebras de sigilo até o fechamento desta edição.

































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