Viviane Barci de Moraes quebra o silêncio e detalha contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master
Em uma nota pública divulgada nesta segunda-feira (9 de março de 2026), a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, detalhou pela primeira vez os serviços prestados pelo seu escritório ao Banco Master. A manifestação ocorre em meio ao acirramento das investigações sobre a instituição financeira e seu fundador, Daniel Vorcaro, que voltou a ser preso pela Polícia Federal na última semana.
O contrato, firmado em fevereiro de 2024, previa um pagamento mensal de R$ 3,5 milhões, totalizando R$ 129 milhões ao longo de três anos. Segundo a defesa de Viviane, o vínculo foi encerrado prematuramente em novembro de 2025, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição.
Os números da consultoria
Para justificar os valores milionários, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados apresentou um balanço das atividades realizadas durante os 21 meses de vigência do contrato:
- 94 reuniões de trabalho: Sendo 79 encontros presenciais na sede do banco e 13 reuniões diretas com a presidência.
- 36 pareceres jurídicos: Documentos técnicos que abordaram temas como regulação do sistema financeiro, compliance, proteção de dados, relações trabalhistas e crédito.
- Equipe mobilizada: O escritório afirma que utilizou uma equipe de 15 advogados próprios e coordenou outros três escritórios especializados subcontratados para atender à demanda.
Negativa de atuação no STF e mensagens polêmicas
Um dos pontos centrais da nota é a afirmação enfática de que o escritório “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF”, buscando afastar suspeitas de conflito de interesses envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
A advogada também aproveitou para negar o recebimento de mensagens diretas de Daniel Vorcaro. A controvérsia surgiu após a perícia da Polícia Federal identificar, no celular de Vorcaro, mensagens enviadas no dia de sua primeira prisão (em novembro de 2025) que perguntavam sobre “novidades” ou “bloqueios”. Viviane sustenta que não houve troca de comunicações com o banqueiro e que as atividades se restringiram à consultoria técnica e estratégica de governança.
Contexto e repercussão
O caso tem gerado desgaste institucional no Supremo Tribunal Federal. Enquanto o ministro Alexandre de Moraes nega qualquer irregularidade e afirma que as menções ao seu nome em diálogos de Vorcaro são indevidas, opositores no Congresso utilizam os detalhes do contrato milionário para questionar a isenção do magistrado em processos que envolvem o sistema financeiro e aliados do banqueiro.
As investigações da PF continuam focadas em supostas fraudes contra o sistema financeiro e na venda de carteiras de crédito sem lastro, esquema que teria movimentado centenas de milhões de reais antes da intervenção do Banco Central.

































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