Augusto Cury não declara três empresas nos EUA ao TSE; campanha alega erro e promete correção
O médico psiquiatra e escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, deixou de incluir ao menos três empresas sediadas nos Estados Unidos em sua declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em resposta, a equipe de campanha do candidato admitiu a omissão, classificou o episódio como um erro formal e informou que providenciará as correções necessárias junto à Justiça Eleitoral.
Apesar de ter informado um patrimônio total de R$ 242,3 milhões — o que o consolida como o candidato com a maior declaração de bens no pleito deste ano —, a relação entregue ao TSE não constava o registro das companhias Cury Academia Comportamental, Contemplare Investments e Free Mind Publish, localizadas no estado da Flórida.
Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria de Augusto Cury afirmou que o conjunto de bens do postulante foi construído de forma inteiramente lícita ao longo de sua trajetória profissional. A equipe alegou que as participações nas referidas firmas norte-americanas são inexpressivas frente ao patrimônio total do escritor e destacou que algumas dessas estruturas se encontram inativas ou não geram rendimentos no momento.
A legislação eleitoral brasileira determina que todo candidato deve discriminar integralmente o seu patrimônio no ato de registro de candidatura, incluindo ações, aplicações no exterior e cotas de capital. A campanha do Avante reforçou que eventuais pontualidades ou divergências nas informações prestadas serão formalmente retificadas nos termos da lei antes do julgamento final do registro da candidatura pelo TSE.
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