Haddad deixará Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo
O cenário político brasileiro sofreu uma importante movimentação nesta segunda-feira, 9 de março de 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará o comando da equipe econômica na próxima semana. O objetivo central do desembarque é a disputa pelo Governo de São Paulo nas eleições de outubro, atendendo a um pedido estratégico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão, antecipada pelo jornal O Globo e confirmada por outros veículos, marca o fim de uma gestão de pouco mais de três anos à frente da economia nacional. Haddad, que inicialmente manifestava o desejo de apenas coordenar a campanha de reeleição de Lula, foi convencido pelo Palácio do Planalto de que sua candidatura em São Paulo é vital para garantir um palanque forte no maior colégio eleitoral do país.
O sucessor e a transição na Fazenda
Para garantir a continuidade das políticas fiscais e a estabilidade dos mercados, o nome escolhido para assumir a pasta é o de Dario Durigan, atual secretário-executivo do Ministério. A escolha de Durigan sinaliza uma “transição caseira” e técnica.
- Dario Durigan: Assume o posto de Ministro da Fazenda.
- Rogério Ceron: Atual secretário do Tesouro Nacional, passará a ocupar a secretaria-executiva, tornando-se o número dois da pasta.
A saída oficial deve ocorrer entre a próxima quarta-feira (18) e quinta-feira (19), após uma última reunião definitiva entre Haddad e o presidente Lula para alinhar os detalhes da sucessão e as metas econômicas para o restante do ano.
A estratégia eleitoral em São Paulo
Haddad entra na disputa com o desafio de enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição e lidera as pesquisas de intenção de voto. Segundo levantamento recente do Datafolha, Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Haddad registra 31%.
A chapa governista em solo paulista promete ser robusta. Interlocutores apontam que as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) podem integrar o projeto como candidatas ao Senado, reforçando o apelo da chapa para diferentes fatias do eleitorado.
”Estou analisando os cenários. O presidente tem desenhado as situações em que minha participação seria necessária e eu não posso prescindir da opinião dele”, afirmou o ministro em conversas recentes com jornalistas.
A aposta do PT é que a melhora nos indicadores econômicos recentes, como o controle da inflação e o aumento do emprego, sirva como principal vitrine para a campanha de Haddad no estado.

































Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.