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Mojtaba Khamenei assume liderança suprema do Irã e sinaliza resistência total a Trump e Israel

Mojtaba Khamenei assume liderança suprema do Irã e sinaliza resistência total a Trump e Israel

​A ascensão de Mojtaba Khamenei ao posto de Líder Supremo do Irã, oficializada neste domingo (8 de março de 2026), marca um ponto de inflexão crítico na guerra que consome o Oriente Médio. Escolhido pela Assembleia de Especialistas após a morte de seu pai, Ali Khamenei — vítima de um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel no final de fevereiro —, Mojtaba assume o poder com uma missão clara: manter a estrutura do regime e intensificar a resistência contra a ofensiva liderada por Donald Trump.

​Uma sucessão marcada pelo sangue e pelo radicalismo

​A nomeação de Mojtaba, de 56 anos, encerra décadas de especulação sobre a sucessão hereditária na República Islâmica. Embora clérigo de nível intermediário, sua influência real deriva de anos operando nas sombras, controlando as finanças do escritório do líder e mantendo laços profundos com a Guarda Revolucionária (IRGC).

​A escolha sinaliza que o Irã não buscará uma saída diplomática imediata. Pelo contrário, fontes ligadas ao clero afirmam que Ali Khamenei deixou uma orientação póstuma para que seu sucessor fosse “odiado pelo inimigo”, reforçando o perfil combativo de seu segundo filho.

​O embate direto com a “Operação Fúria Épica”

​O cenário que o novo líder herda é de devastação parcial e incerteza total:

  • Ofensiva de Trump: Sob o codinome “Operação Fúria Épica”, os EUA e Israel realizam ataques aéreos sistemáticos contra infraestruturas nucleares e militares em Teerã, Isfahan e Qom.
  • Retaliação Iraniana: Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, estrangulando o fluxo global de petróleo, e lançou ondas de mísseis contra bases americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes.
  • Ameaças de Washington: Donald Trump classificou a nomeação de Mojtaba como “inaceitável” e reiterou que a guerra, prevista por ele para durar cerca de cinco semanas, é a “última chance” de eliminar a ameaça nuclear iraniana.

​Impactos globais e resiliência interna

​A guerra já deixou um rastro de mais de 1.300 mortos no Irã, incluindo tragédias civis como o bombardeio de uma escola de meninas que vitimou 168 crianças. Internamente, o país enfrenta um apagão de internet que já dura nove dias, dificultando a organização de protestos civis ou a fuga de refugiados, que já somam 275 mil segundo a ONU.

​No mercado financeiro, o barril de petróleo Brent opera acima dos US$ 85, pressionando a inflação global. Para o Brasil, o impacto é sentido diretamente nos preços dos combustíveis e na volatilidade das commodities agrícolas.

​”Obedeceremos ao comandante-chefe até a última gota de nosso sangue”, afirmou o conselho de defesa iraniano em comunicado após a posse de Mojtaba.

​A ascensão de Mojtaba Khamenei não é apenas uma troca de nomes; é a consolidação de uma dinastia teocrática que vê no conflito atual uma luta existencial. Com Trump exigindo rendição incondicional e o novo Aiatolá dobrando a aposta na resistência, a janela para a paz parece ter se fechado por tempo indeterminado.

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