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Mojtaba Khamenei assume liderança do Irã sob ameaças de Trump e retaliação militar

Mojtaba Khamenei assume liderança do Irã sob ameaças de Trump e retaliação militar

TEERÃ – A República Islâmica do Irã vive o momento mais dramático de sua história recente. Neste domingo (8 de março de 2026), a Assembleia de Peritos oficializou a nomeação de Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como o novo Líder Supremo. Ele sucede seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto no último dia 28 de fevereiro em um bombardeio coordenado pelos Estados Unidos e Israel — ação batizada por Washington como “Operação Fúria Épica”.

​A ascensão de Mojtaba, o segundo filho do falecido líder, encerra dias de incerteza e marca uma quebra histórica na tradição da Revolução de 1979, que teoricamente se opunha à sucessão hereditária. Clérigo de perfil conservador e com trânsito livre entre a cúpula do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), Mojtaba assume o comando em meio a uma guerra aberta e uma economia sufocada pelo disparo do petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 100 por barril.

Reação internacional e ameaças de Trump

​A nomeação não trouxe alívio às tensões. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu imediatamente, classificando o novo líder como um “peso morto” e afirmando que Mojtaba “não durará muito” sem a aprovação de Washington. Em entrevista à rede ABC News, Trump condicionou a sobrevivência do novo regime a uma rendição incondicional ou a uma mudança radical de postura.

​Em Israel, o tom foi igualmente bélico. Autoridades de defesa já sinalizaram que Mojtaba passou a ser um “alvo potencial” dentro da estratégia de decapitação do comando iraniano.

O cenário interno: Entre o apoio e o ceticismo

​Enquanto setores leais ao governo e membros da Guarda Revolucionária celebraram a escolha nas ruas de Teerã, vendo em Mojtaba a garantia de continuidade da “resistência”, uma parcela significativa da população manifesta profunda descrença.

​Em relatos colhidos pela imprensa internacional, cidadãos iranianos expressaram que a mudança de nomes não deve significar uma melhoria nas liberdades civis ou na crise inflacionária que castiga o país. “Eles estão apenas trocando o pai pelo filho para manter o controle, enquanto a guerra destrói nosso futuro”, afirmou um morador de Teerã sob anonimato.

Escalada militar no Golfo

​No campo de batalha, a situação é volátil. Após o anúncio da sucessão, o Irã intensificou os lançamentos de mísseis balísticos e drones contra alvos no Golfo Pérsico, atingindo bases americanas e infraestruturas aliadas. Em contrapartida, a coalizão liderada pelos EUA mantém o domínio do espaço aéreo, tendo já neutralizado grande parte da Marinha e da indústria bélica iraniana.

​Com o Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado e o risco de uma guerra civil iminente, o mundo observa com cautela os primeiros passos de Mojtaba Khamenei. Se ele será o líder capaz de negociar uma saída para a sobrevivência do regime ou o último governante antes de um colapso total, é a pergunta que domina as chancelarias globais nesta semana.

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