Mulher morre após janela de ônibus se soltar e arremessar passageira em rodovia
Uma tragédia no litoral norte de São Paulo comoveu a região e levantou alertas sobre a segurança no transporte público. Renata Yassu Nakama, de 26 anos, faleceu após permanecer internada devido a uma queda de um ônibus em movimento na rodovia Rio-Santos (SP-055). O acidente ocorreu quando a janela em que a passageira estava apoiada se desprendeu totalmente da estrutura do veículo.
Detalhes do acidente e imagens de monitoramento
Imagens do circuito interno do coletivo, divulgadas recentemente, mostram a dinâmica do ocorrido no dia 2 de janeiro. Renata embarcou por volta das 12h15 e, devido à lotação relatada por ela mesma em mensagens à família, posicionou-se em uma área próxima ao cobrador.
Cerca de 15 minutos após o início da viagem, ao se apoiar no vidro, a estrutura de fixação cedeu. A jovem foi lançada para fora do ônibus, batendo a cabeça diretamente no asfalto do acostamento. Ela foi socorrida pelo SAMU e encaminhada ao Hospital Regional do Litoral Norte com traumatismo craniano severo, mas não resistiu aos ferimentos após três dias de internação.
Posicionamento dos envolvidos
A ocorrência gerou um embate entre a concessionária e os relatos de testemunhas:
- Sancetur (Sou São Sebastião): A empresa afirmou em nota que a passageira estava em uma “área proibida” e teria pulado a catraca antes do acidente. Alegou ainda que o tacógrafo indicava velocidade compatível com a via e que o veículo transportava 77 passageiros, número dentro do limite legal.
- Família e Testemunhas: Familiares contestam a segurança do veículo e reforçam que Renata enviou mensagens à mãe reclamando que o ônibus estava “superlotado”, o que a teria obrigado a viajar em pé em local inseguro.
- Prefeitura de São Sebastião: Notificou formalmente a empresa para apresentar laudos de manutenção e registros operacionais. Recentemente, a Justiça concedeu uma liminar determinando o pagamento de pensão alimentícia aos dois filhos de Renata, de 6 e 8 anos.
Investigação em curso
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de São Sebastião. A perícia técnica deve determinar se houve negligência na manutenção das travas de emergência ou da borracha de vedação da janela. O Ministério Público também acompanha o desdobramento para apurar a responsabilidade civil da concessionária.

































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