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Setor produtivo e sucessão estadual: ataques contra Fiep antecipam jogo político de 2026 no Paraná

Setor produtivo e sucessão estadual: ataques contra Fiep antecipam jogo político de 2026 no Paraná

​A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) tornou-se, nos últimos meses, o novo epicentro da antecipação da corrida eleitoral de 2026. O que antes era restrito aos bastidores do Palácio Iguaçu e da Assembleia Legislativa (Alep) agora transborda para as entidades de classe, expondo um racha entre o setor produtivo e as peças do tabuleiro político liderado pelo governador Ratinho Júnior (PSD).

​Os ataques direcionados à gestão de Edson Vasconcelos à frente da Fiep não são vistos apenas como críticas administrativas, mas como movimentos estratégicos de grupos que buscam consolidar influência sobre a indústria paranaense antes do pleito que definirá o sucessor de Ratinho.

​O tabuleiro de 2026 e o papel da Fiep

​A movimentação ocorre em um momento de extrema ebulição. O governador Ratinho Júnior, que mantém sua pré-candidatura à Presidência da República — ou, conforme negociações recentes, avalia palanques nacionais com o PL —, tenta equilibrar a disputa interna em seu partido. Dentro do PSD, nomes como Alexandre Curi (presidente da Alep) e Guto Silva (secretário das Cidades) disputam a indicação oficial, enquanto Rafael Greca observa o cenário como uma alternativa de peso.

​A Fiep, historicamente uma força política e econômica, serve como termômetro e suporte para essas candidaturas. Fontes ligadas ao setor indicam que a “politização” da federação é uma tentativa de desgastar interlocutores que não estejam totalmente alinhados com certas alas governistas ou que mantenham uma postura de independência crítica em relação a temas sensíveis, como o novo modelo de pedágio e a carga tributária estadual.

​Tensões e novidades recentes

​Nas últimas semanas, o cenário se agravou com a pressão sobre os partidos de centro-direita no estado. Enquanto Edson Vasconcelos tenta manter o foco na “agenda da indústria” e na representatividade regional através de fóruns estratégicos, o “fogo amigo” e os ataques externos aumentaram.

  • Racha no PSD: Alexandre Curi sinalizou recentemente que pode deixar o PSD caso a definição do sucessor não ocorra até o fim da janela partidária, o que pressiona as entidades de classe a escolherem um lado.
  • O fator Sergio Moro: Com a rejeição do PP ao nome de Sergio Moro para o governo e a negativa de Ratinho Júnior em apoiar o senador do União Brasil, a disputa pelo apoio das federações (Fiep, Faep e Fecomércio) tornou-se ainda mais agressiva. Candidatos buscam na indústria a “musculatura” que os partidos, isoladamente, podem não garantir.
  • Pauta Econômica vs. Política: Vasconcelos tem adotado um tom crítico em relação ao governo federal (especialmente sobre a reforma tributária e juros), mas também mantém diálogos técnicos que desagradam alas mais ideológicas da direita paranaense, que esperavam uma postura de confronto total.

​O que está em jogo?

​Para o empresariado, o temor é que a Fiep seja usada como “massa de manobra” eleitoral, perdendo sua capacidade de influenciar políticas públicas reais em troca de dividendos partidários. Por outro lado, para os políticos envolvidos, o controle ou o alinhamento da Federação é um ativo valioso: significa ter ao lado o PIB do estado e uma rede de comunicação que alcança todos os municípios através do Sistema S (Sesi, Senai, IEL).

​A conclusão entre analistas é clara: os ataques contra a atual gestão da Fiep são os primeiros tiros de uma guerra que só terminará em outubro de 2026. O “jogo político” não apenas começou, como já ocupou as cadeiras das entidades que deveriam, em tese, estar focadas exclusivamente na economia.

Principais envolvidos citados:

  • Edson Vasconcelos: Presidente da Fiep e alvo das movimentações.
  • Ratinho Júnior: Governador do Paraná e principal articulador do cenário de 2026.
  • Alexandre Curi e Guto Silva: Os principais nomes do PSD na disputa pela sucessão.
  • Sergio Moro: Senador que corre por fora e busca espaço no setor produtivo.

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