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Cientistas descobrem Dasosaurus tocantinensis no Maranhão e confirmam elo entre Brasil e Espanha

Cientistas descobrem Dasosaurus tocantinensis no Maranhão e confirmam elo entre Brasil e Espanha

Uma colaboração científica internacional acaba de descrever o Dasosaurus tocantinensis, uma nova espécie de dinossauro gigante cujos fósseis foram localizados no estado do Maranhão, região nordeste do país. A descoberta, publicada no periódico científico Journal of Systematic Palaeontology, traz uma revelação surpreendente para a paleontologia: o parente evolutivo mais próximo deste gigante brasileiro não está na América do Sul, mas sim na Península Ibérica.

​Um gigante entre continentes

​O Dasosaurus tocantinensis viveu há cerca de 120 milhões de anos, durante o período Cretáceo Inferior. Estimativas baseadas nos fósseis encontrados sugerem que o animal poderia atingir cerca de 20 metros de comprimento. Ele pertence ao grupo dos titanossauriformes, saurópodes conhecidos por seus pescoços longos e caudas extensas.

​O ponto central da pesquisa, liderada por paleontólogos como Max Langer (USP) e com a participação de pesquisadores da UFSM, é a conexão direta com o Garumbatitan morellensis, uma espécie descoberta na Espanha. A análise filogenética de mais de 500 características anatômicas posicionou ambas as espécies como “grupos irmãos”, o que prova uma linhagem comum entre as duas regiões.

​A rota migratória pré-histórica

​A descoberta ajuda a reconstruir o mapa da Terra antes da separação total dos continentes. Segundo os cientistas, a presença desta linhagem no Brasil sugere que os ancestrais desses animais se dispersaram da Europa para a América do Sul há cerca de 130 milhões de anos.

​O caminho mais provável para essa migração teria sido através do norte da África, em uma época em que o Oceano Atlântico ainda estava em processo de abertura e permitia conexões terrestres intercontinentais.

​Detalhes do achado no Maranhão

​Os fósseis foram encontrados no município de Davinópolis (MA), próximo às margens do rio Tocantins — o que inspirou o nome da espécie. Entre o material recuperado e depositado no Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão (CPHNAM), estão:

  • ​Vértebras da cauda;
  • ​Fragmentos dos membros e do pé;
  • ​Partes das costelas.

​Este achado não apenas amplia o catálogo de dinossauros brasileiros, mas reforça a importância do território nacional para entender a dinâmica de dispersão das espécies globais e a evolução dos maiores animais que já caminharam sobre o planeta.

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