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Daniel Vorcaro troca de advogados e sinaliza avanço para delação após derrota no STF

Daniel Vorcaro troca de advogados e sinaliza avanço para delação após derrota no STF

A estratégia de defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, sofreu uma guinada decisiva nesta sexta-feira (13). Após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para manter sua prisão preventiva, o banqueiro oficializou a troca de seus representantes legais, movimento que, nos bastidores do Judiciário e da Polícia Federal, é lido como o passo definitivo para a assinatura de um acordo de delação premiada.

​A mudança ocorre em um momento de extrema pressão. Vorcaro, que está detido na Penitenciária Federal de Brasília, vinha sendo representado por nomes como Walfrido Warde (que deixou o caso por ser institucionalmente contrário a delações), além de Roberto Podval e Pierpaolo Bottini. O novo reforço na equipe jurídica é o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido por sua vasta experiência em negociações de colaboração premiada.

O cerco se fecha no STF e no Banco Central

A decisão dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques de manter o empresário encarcerado foi o estopim para a mudança de postura. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso, após a PF identificar menções ao seu nome em mensagens no celular de Vorcaro, relacionadas a negócios imobiliários.

​As investigações da Operação Compliance Zero revelaram um esquema complexo que vai além de fraudes financeiras estimadas em bilhões. Dados extraídos de dispositivos apreendidos indicam que o banqueiro possuía canais diretos de informação dentro do Banco Central, recebendo dados sigilosos sobre fiscalizações contra o Master. Além disso, as mensagens apontam para táticas de intimidação contra jornalistas e o uso de influenciadores digitais para atacar instituições reguladoras.

A “delação do fim do mundo” em Brasília

O termo “delação do fim do mundo” voltou a ecoar nos corredores de Brasília. A expectativa é que, se concretizado, o depoimento de Vorcaro possa atingir figuras centrais dos Três Poderes. Relatórios de inteligência financeira (Coaf) e mensagens interceptadas sugerem uma rede de influência que envolve desde grandes empresários até parlamentares influentes, especialmente do bloco do Centrão.

​As negociações agora devem ser centralizadas com a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando de Paulo Gonet. Enquanto a defesa anterior tentava anular as provas e garantir a liberdade plena, a nova diretriz foca em benefícios penais em troca de revelações sobre o funcionamento do que a PF classifica como uma organização criminosa infiltrada no sistema financeiro nacional.

​O mercado e a classe política aguardam os próximos dias com apreensão. Se Vorcaro decidir “abrir a caixa-preta” do Banco Master, o impacto pode desestabilizar não apenas o setor bancário, mas também as engrenagens políticas que, segundo as investigações, davam sustentação ao esquema.

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