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Moraes determina prisão definitiva de militares e policial condenados por trama golpista

Moraes determina prisão definitiva de militares e policial condenados por trama golpista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou na última sexta-feira (13 de março de 2026) a execução imediata das penas de sete condenados integrantes do chamado “núcleo 3” da trama golpista. O grupo, composto por seis militares das Forças Especiais do Exército — conhecidos como “kids pretos” — e um agente da Polícia Federal, foi sentenciado por planejar ações violentas que incluíam o monitoramento e o assassinato de autoridades para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

​A decisão ocorre após a publicação do acórdão da Primeira Turma do STF, que rejeitou os últimos recursos das defesas em fevereiro, tornando as condenações definitivas (trânsito em julgado).

​Detalhes das condenações e prisões

​As penas impostas variam de 16 a 24 anos de prisão em regime inicial fechado. Entre os detidos estão oficiais de alta patente que ocupavam cargos estratégicos. Três réus que ainda aguardavam em liberdade foram presos e encaminhados a unidades militares:

  • Coronel Bernardo Romão Correa Netto: Levado ao Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília (Pena: 17 anos).
  • Coronel Fabrício Moreira de Bastos: Recolhido ao 22º Batalhão do Exército, em Palmas (Pena: 16 anos).
  • Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros: Conduzido ao 1º Batalhão do Exército, no Rio de Janeiro (Pena: 17 anos).

​Os demais condenados, que já se encontravam em prisão preventiva, iniciaram o cumprimento oficial da sentença:

  • Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima: 24 anos de prisão.
  • Tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira: 21 anos de prisão.
  • Tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo: 21 anos de prisão.
  • Wladimir Matos Soares (Agente da PF): 21 anos de prisão.

​A “Operação Copa 2022” e o plano de assassinato

​As investigações da Polícia Federal revelaram que o grupo organizou uma operação clandestina denominada “Copa 2022”. Utilizando codinomes de países (como “Brasil”, “Gana” e “Japão”) e telefones registrados em nome de terceiros, os acusados monitoraram os passos do ministro Alexandre de Moraes com o intuito de “neutralizá-lo”.

​Mensagens encontradas nos dispositivos dos réus indicavam um plano para “matar meio mundo” e o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e de seu vice, Geraldo Alckmin. O núcleo também atuou na pressão sobre o Alto Comando do Exército para que houvesse uma adesão formal ao golpe de Estado, o que não se concretizou.

​Acordos e penas alternativas

​Enquanto o núcleo operacional enfrenta penas severas, outros dois militares do mesmo batalhão, Márcio Nunes de Resende Jr. e Ronald Ferreira de Araújo Jr., receberam penas menores (inferiores a 4 anos) por crimes de menor potencial ofensivo dentro da mesma trama. Para estes, o ministro Moraes homologou acordos de não persecução penal que incluem prestação de serviços comunitários, pagamento de multas de R$ 20 mil e a proibição do uso de redes sociais. Eles também deverão frequentar cursos sobre democracia e direitos humanos.

​A medida encerra uma das frentes mais sensíveis das investigações sobre os atos antidemocráticos, focada especificamente na elite militar que utilizou conhecimentos de forças especiais para atentar contra as instituições brasileiras.

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