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Polícia Federal identifica R$ 1,4 milhão de Mario Frias e de empresa investigada para produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

Polícia Federal identifica R$ 1,4 milhão de Mario Frias e de empresa investigada para produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) identificou o repasse de cerca de R$ 1,4 milhão para a empresa Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, obra que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o relatório da corporação, os valores foram transferidos pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) e pela empresa NTT Brasil.

As investigações apontam que o deputado repassou diretamente R$ 645,4 mil para a produtora, na qual também figura como produtor executivo. Paralelamente, a NTT Brasil enviou R$ 750 mil para a mesma produtora. Os investigadores cruzaram dados financeiros e constataram que essas movimentações coincidem exatamente com o período em que a cinebiografia foi gravada em São Paulo, no final de 2025.

A suspeita central da PF é de que verbas públicas oriundas de emendas parlamentares destinadas por Mario Frias a organizações terceirizadas, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB), tenham sido desviadas e redirecionadas para cobrir despesas de produção, hospedagens de luxo e serviços de filmagem da obra.

Diante das constatações, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a deflagração da Operação Make Up. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra os alvos, resultando no recolhimento de armas e na retenção do passaporte do deputado. Mario Frias nega ter cometido qualquer irregularidade, classificou a operação como uma “cortina de fumaça” e afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades.


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