Carregando agora

Manifestantes atacam escritório do Partido Comunista em Cuba após crise de energia e alimentos

Manifestantes atacam escritório do Partido Comunista em Cuba após crise de energia e alimentos

Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na cidade de Morón, região central de Cuba, na madrugada deste sábado (14). O incidente, confirmado pelo jornal estatal Invasor, marca uma rara e violenta explosão de descontentamento popular em um país onde protestos públicos são rigorosamente controlados.

​A revolta foi desencadeada pelo agravamento drástico das condições de vida na ilha. Moradores relatam que Morón tem recebido apenas cerca de 90 minutos de eletricidade por dia, enquanto a capital, Havana, enfrenta apagões de até 15 horas. A falta de combustível, acentuada por um bloqueio naval e econômico intensificado pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos — que recentemente interrompeu o fluxo de petróleo venezuelano para a ilha — paralisou o transporte público e interrompeu aulas presenciais em universidades.

​Detalhes do confronto e repressão

​O protesto em Morón começou de forma pacífica na noite de sexta-feira, mas escalou para a violência na madrugada. Vídeos verificados mostram manifestantes lançando pedras contra as janelas do edifício governamental e ateando fogo a móveis, documentos e computadores em via pública. Gritos de “liberdade” e o som de “cacerolazos” (panelaços) foram registrados.

​De acordo com fontes locais e organizações de direitos humanos:

  • Detenções: Pelo menos cinco pessoas foram detidas pelas autoridades sob acusação de vandalismo.
  • Violência: Há relatos não confirmados de disparos de arma de fogo na região. A ativista Rosa María Payá denunciou repressão policial contra civis.
  • Corte de Comunicação: Residentes relataram interrupções nos serviços de internet coincidindo com o momento em que as imagens do ataque começaram a circular nas redes sociais.

​Reação do governo

​O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, utilizou suas redes sociais para reconhecer o “mal-estar” da população devido aos apagões prolongados, mas condenou os atos. “O que nunca será compreensível, justificado ou admitido é a violência. Não haverá impunidade para o vandalismo”, afirmou o mandatário.

​Díaz-Canel também confirmou que o governo iniciou conversas diplomáticas com representantes dos Estados Unidos para tentar aliviar a crise energética, que ele atribui diretamente às sanções de Washington. Em resposta ao ataque, militantes pró-governo realizaram um “ato de reafirmação revolucionária” no local vandalizado poucas horas depois do incidente.

​Contexto de crise profunda

​A crise de 2026 é considerada uma das piores da história recente de Cuba. Além do setor energético, a escassez de alimentos básicos e medicamentos atingiu níveis críticos. A interrupção de voos internacionais de companhias como Air Canada e Rossiya, devido à falta de combustível para reabastecimento nos aeroportos cubanos, agravou ainda mais o isolamento econômico da ilha e paralisou o setor de turismo, principal fonte de renda da região de Morón.

Você Pode Ter Perdido

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.