Dados recentes do Ministério da Educação (MEC) acenderam um alerta vermelho na gestão escolar do Paraná. Uma pesquisa revelou que o sentimento de pertencimento e acolhimento diminui drasticamente à medida que o estudante avança no ensino fundamental. Enquanto 54% dos alunos dos 6º e 7º anos afirmam se sentir acolhidos por adultos nas escolas municipais e estaduais, esse índice despenca para apenas 36% entre os estudantes do 8º e 9º anos.
O abismo do acolhimento
A queda de 18 pontos percentuais entre o início e o fim do ciclo fundamental sugere que o ambiente escolar torna-se mais impessoal ou focado exclusivamente no desempenho acadêmico durante a transição para a adolescência. Especialistas apontam que essa fase é marcada por vulnerabilidades emocionais intensas, e a percepção de falta de suporte pode impactar diretamente a evasão escolar e a saúde mental.
Resposta e ações para 2026
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) e o Governo Federal anunciaram medidas para tentar reverter esses índices:
- Semana Nacional da Convivência Escolar: Programada para abril de 2026, a iniciativa do MEC foca no combate ao bullying e na criação de espaços de escuta ativa.
- Formação Socioemocional: Municípios como Maringá já iniciaram programas de capacitação para mais de 4.600 profissionais, visando preparar professores e diretores para lidar com as demandas psicológicas dos alunos.
- Projetos de Lei Estudantis: Em fevereiro de 2026, entrou em vigor no Paraná uma nova legislação inspirada por projetos de alunos que incentiva o protagonismo juvenil e a criação de “salas de diálogo” para mediação de conflitos.
- Investimento em Infraestrutura: O MEC destinou cerca de R$ 942 milhões para a educação básica no estado, com foco também em criar ambientes fisicamente mais acolhedores e inclusivos.





