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Sandro Alex atribui responsabilidade de rachadura na BR-376 à concessionária e ao governo federal

Sandro Alex atribui responsabilidade de rachadura na BR-376 à concessionária e ao governo federal

​A identificação de uma rachadura em uma ponte na rodovia BR-376, na região de Ponta Grossa, tornou-se o novo epicentro de um embate político entre o Governo do Paraná e a gestão federal. O Secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, afirmou categoricamente nesta segunda-feira (16) que a manutenção da estrutura é de inteira responsabilidade da concessionária PRVias (Motiva) e do Governo Federal, eximindo a administração de Ratinho Júnior (PSD) de eventuais falhas.

​O foco do problema: segurança e estrutura

​Imagens registradas por motoristas e compartilhadas nas redes sociais mostram uma abertura acentuada na junção da estrutura de concreto. Segundo relatos, há um desnível perceptível na cabeceira da ponte, o que sugere um desgaste na junta de dilatação — componente essencial para absorver a movimentação térmica e o impacto do tráfego pesado.

​Apesar do alerta visual, a concessionária emitiu nota informando que a condição da ponte é estável e que não há risco imediato de colapso ou necessidade de interdição total.

​Jogo de empurra político

​A declaração de Sandro Alex reflete a tensão sobre o novo modelo de pedágio no Paraná. O secretário argumenta que, embora o estado tenha participado do desenho do modelo de concessão, as rodovias federais (como a BR-376) e os contratos firmados estão sob a égide do governo federal e da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

​”Todas as obras que incluímos no modelo de concessão foram feitas com o estado. A responsabilidade ficou com o federal porque eles receberam as nossas. Não fomos nós que recebemos as deles”, declarou o secretário, reforçando que qualquer acidente ou necessidade de reparo deve ser respondido pela concessionária e pela União.

​Contexto das obras no Paraná

​A BR-376 já enfrenta um cronograma complexo de intervenções em 2026:

  • Em Tibagi: Obras de recuperação após deslizamentos devem seguir até o final de março.
  • Em Ponta Grossa: Bloqueios parciais estão previstos para os próximos meses devido à duplicação da PR-151 e construção de novos viadutos.
  • Em São José dos Pinhais: Interdições para melhoria na iluminação pública também afetam o fluxo.

​Enquanto o governo estadual foca em grandes projetos próprios, como a Ponte de Guaratuba (que atingiu 85% de execução), as falhas em trechos concedidos sob supervisão federal tornam-se munição para críticas cruzadas entre aliados de Ratinho Júnior e o Ministério dos Transportes, comandado por Renan Filho.

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