Escritora María Galindo critica conceitos de inclusão no Hay Festival Querétaro e defende despatriarcalização
A escritora, grafiteira e ativista boliviana María Galindo afirmou que as ideias vigentes de inclusão e empoderamento se tornaram um discurso “fracassado, retórico e adormecedor”. A declaração foi dada durante entrevista à BBC por ocasião de sua participação no Hay Festival Querétaro, realizado no México.
Conhecida por sua atuação radical no ativismo latino-americano, Galindo é fundadora do coletivo Mujeres Creando e autora do livro Feminismo Bastardo. Na conversa, a intelectual defendeu que a simples disputa por direitos dentro da matriz liberal se esgotou para as mulheres e minorias. Em seu lugar, a autora propõe o conceito de “despatriarcalização” como um horizonte de transformação estrutural.
Galindo, que já teve obras expostas em museus europeus e foi cotada no passado para disputar a Presidência da Bolívia, reforçou a necessidade de o feminismo questionar diretamente as bases do sistema capitalista e as estruturas de privilégio em vez de se limitar a concessões formais do Estado.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



Publicar comentário