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Empresários da área da saúde e PSD do Paraná financiam campanha do ex-secretário Beto Preto

Empresários da área da saúde e PSD do Paraná financiam campanha do ex-secretário Beto Preto

Um levantamento com base nos dados do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que empresários e profissionais vinculados ao setor da saúde atuaram como doadores originários de ao menos R$ 70 mil repassados pela direção estadual do Partido Social Democrático (PSD) à campanha eleitoral do deputado e ex-secretário de Saúde do Estado, Beto Preto.

Os recursos cumpriram uma rota indireta: deram entrada no diretório estadual do partido sob a forma de doações individuais de pessoas físicas e, na sequência, foram transferidos pela legenda para a conta eleitoral do candidato.

Fornecedores e contratos públicos

Entre os nomes mapeados na prestação de contas, figura o empresário Marcos Vinicius Duarte, responsável por uma empresa prestadora de serviços assistenciais que detém contratos com a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas). Os registros financeiros apontam repasses do órgão governamental à referida prestadora desde 2020, período em que Beto Preto comandava a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Outra doação registrada sob o mesmo modelo Partidário foi vinculada a Paulo Roberto Maciel, sócio-administrador de uma empresa do ramo de serviços médicos que já foi objeto de averiguações pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) referente a contratações no âmbito municipal.

Relação legal e repercussão

A legislação eleitoral brasileira permite repasses financeiros de partidos políticos aos seus candidatos, assim como autoriza doações de pessoas físicas às siglas partidárias. No entanto, a sobreposição entre doadores privados da cadeia partidária e prestadores de serviços com contratos vigentes no setor público levanta debates sobre governança, transparência e potenciais conflitos de interesse na administração pública estadual.

Até o momento, a documentação oficial consultada não aponta a interferência direta do ex-secretário na assinatura dos contratos ou no direcionamento das licitações celebradas com a Funeas. Os órgãos de fiscalização continuam acompanhando a prestação de contas eleitorais e a execução dos contratos públicos.


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