O psicólogo Giovani Caetano Jaskulski, de 56 anos, foi preso e condenado a 19 anos, 10 meses e oito dias de prisão em regime inicialmente fechado. A sentença, proferida pela Justiça do Paraná, refere-se aos crimes de violação sexual mediante fraude e violência psicológica cometidos contra uma paciente que, na época da denúncia, tinha apenas 16 anos.
Detalhes do caso e o modus operandi
De acordo com os autos do processo e o depoimento da vítima, Jaskulski utilizava-se da sua posição de confiança para manipular a adolescente, que já buscava tratamento por ter sido vítima de abuso sexual anteriormente.
- Abuso de confiança: O psicólogo convencia a jovem a realizar as sessões usando apenas roupas íntimas.
- Atos libidinosos: Durante os atendimentos, ele tocava o corpo da paciente de forma inapropriada, alegando que os atos faziam parte do processo terapêutico.
- Violência psicológica: Além do contato físico, a Justiça reconheceu o dano emocional severo causado à vítima, que teve sua vulnerabilidade explorada por quem deveria oferecer proteção.
Histórico criminal e prisão
Esta não é a primeira condenação do profissional. Até março de 2026, Jaskulski já acumulava três condenações por crimes semelhantes. Anteriormente, ele cumpria pena em regime domiciliar, mas, com o novo desfecho judicial e a gravidade das reiterações, a prisão preventiva foi convertida em execução imediata da pena.
Ao todo, cinco mulheres (incluindo a adolescente) denunciaram o psicólogo por abusos ocorridos em sua clínica em Guarapuava, na região central do Paraná.
Posicionamento da defesa
A defesa de Giovani Caetano Jaskulski informou que não irá se pronunciar publicamente sobre os detalhes do caso, sob a justificativa de que os processos tramitam em segredo de Justiça para preservar a identidade das vítimas.
Nota importante: O Conselho Regional de Psicologia costuma abrir processos éticos paralelos em casos dessa natureza, que podem resultar na cassação definitiva do registro profissional.




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