O cenário do emplacamento veicular no Brasil passa por um momento de transição e debates legislativos importantes em 2025. Embora o padrão Mercosul tenha sido adotado oficialmente há alguns anos, muitos motoristas ainda têm dúvidas sobre a real necessidade de substituir a antiga placa cinza e quais são as consequências de ignorar as normas vigentes.
Quando a troca passa a ser obrigatória?
Diferente do que muitos acreditam, não existe um prazo final para que toda a frota brasileira migre para o novo modelo de forma voluntária. A substituição só é exigida por lei em situações específicas que alteram o registro do veículo ou sua identificação física. São elas:
- Primeiro emplacamento: Todo veículo zero quilômetro deve sair de fábrica com o padrão Mercosul.
- Transferência de propriedade: Ao vender ou comprar um veículo usado que ainda possua a placa cinza, o novo dono é obrigado a realizar a atualização.
- Mudança de município ou estado: Sempre que o veículo for registrado em uma nova localidade, a troca é mandatória.
- Placa danificada ou ilegível: Caso o item apresente desgaste, quebra ou falta de visibilidade, a reposição deve ser feita no novo padrão.
- Furto, roubo ou extravio: Em situações de perda da placa física, a segunda via já será emitida sob as regras do Mercosul.
- Alteração de categoria: Mudanças como de “particular” para “aluguel” (táxis ou aplicativos) também exigem o novo modelo.
Novidade: O retorno da identificação de cidade e estado
Uma das atualizações mais aguardadas para 2025 e 2026 é o avanço do Projeto de Lei 3.214/2023, que propõe o retorno do nome do município e da sigla do estado, além da bandeira da unidade federativa, nas placas. Atualmente, o padrão Mercosul exibe apenas a bandeira do Brasil.
O projeto, que já recebeu aprovação em comissões do Senado e segue para análise na Câmara dos Deputados, argumenta que a identificação local facilita o trabalho de fiscalização da segurança pública e ajuda na identificação de “visitantes” no trânsito urbano. Caso aprovada, a mudança não deve gerar custos extras imediatos para quem já possui a placa Mercosul atual, sendo aplicada progressivamente em novos emplacamentos.
Penalidades e custos
Rodar com a placa em desacordo com as regras ou deixar de realizar a troca quando ela é obrigatória (como após uma transferência) é considerado uma infração de natureza grave.
- Multa: R$ 195,23 (podendo chegar a valores superiores dependendo de agravantes administrativos).
- Pontuação: 5 pontos na CNH (algumas interpretações de irregularidade de identificação podem levar a infrações gravíssimas de 7 pontos).
- Medida Administrativa: Retenção do veículo para regularização.
Os custos para o novo emplacamento variam conforme o estado e a empresa estampadora credenciada, oscilando geralmente entre R$ 150,00 e R$ 250,00 para carros, e valores menores para motocicletas.
Para evitar transtornos, o Detran recomenda que o proprietário verifique sempre o estado de conservação do QR Code da placa — que substituiu o antigo lacre de chumbo — e mantenha o documento digital (CRLV-e) atualizado, garantindo que a identificação física coincida exatamente com o registro no sistema nacional.




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