O cenário político paranaense sofreu uma reviravolta decisiva nesta segunda-feira (23). O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) anunciou oficialmente que não disputará a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, comunicada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, põe fim às especulações sobre seu futuro nacional e foca as atenções na sucessão estadual e nos embates internos na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).
A desistência e o novo foco de Ratinho Jr
Após meses sendo ventilado como uma possível “terceira via” ou nome forte do agronegócio e do centro para o Planalto, Ratinho Jr optou por cumprir seu mandato integralmente até dezembro. Segundo nota oficial, o governador pretende retornar ao setor privado após o término da gestão, focando no grupo de comunicação da família.
Analistas apontam que a manutenção do cargo também serve como uma barreira estratégica contra o avanço de adversários, como o senador Sergio Moro (União), que lidera as pesquisas para o governo, e a crescente força da oposição parlamentar.
Oposição judicial: o papel de Arilson Chiorato
No campo jurídico e fiscalizador, o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) tem sido a principal pedra no sapato do Palácio Iguaçu. O parlamentar, que também preside o PT no Paraná, tem intensificado os questionamentos sobre:
- Contratos de Videomonitoramento: Chiorato denunciou recentemente o programa “Olho Vivo”, alegando que um contrato inicial de R$ 50 milhões teria saltado para quase R$ 500 milhões sem explicações transparentes.
- Privatizações: O deputado é uma das vozes mais críticas à desestatização da Celepar e da Copel, movendo ações judiciais e pedidos de vista para barrar projetos enviados em regime de urgência pelo Executivo.
- Investigações no MPF: Recentemente, Chiorato e Requião Filho acionaram o Ministério Público Federal para apurar supostas irregularidades envolvendo áudios de personagens próximos à estrutura do governo.
Requião Filho: a ascensão nas pesquisas
Enquanto Ratinho Jr recua do plano nacional, o deputado estadual Requião Filho (PDT) consolida-se como o principal nome do campo progressista para o Governo do Estado. Pesquisas recentes de institutos como Paraná Pesquisas e Real Time Big Data mostram um padrão constante:
- Segundo Lugar Isolado: Requião Filho aparece firmemente na segunda posição em diversos cenários, com intenções de voto que variam entre 19% e 28%.
- Ameaça ao Segundo Turno: Com a liderança atual de Sergio Moro, analistas políticos já consideram Requião Filho como o candidato mais provável para disputar um eventual segundo turno, superando nomes da base governista como Guto Silva e Alexandre Curi.
A desistência de Ratinho Jr da corrida presidencial deve agora acelerar a escolha de seu “herdeiro político” para tentar frear o avanço de Requião Filho e Moro no estado.




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