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Carla Zambelli aciona o STF para votar na mãe e retornar à Itália sem prisão

Carla Zambelli aciona o STF para votar na mãe e retornar à Itália sem prisão

​A ex-deputada federal Carla Zambelli ingressou com um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de obter um salvo-conduto que lhe garanta a entrada no Brasil, o exercício do voto no primeiro turno das Eleições de 2026 e o posterior retorno à Itália sem ser presa.

​A solicitação visa permitir que a ex-parlamentar vote em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, que concorre ao cargo de deputada federal pelo estado de São Paulo.

​Cronograma e justificativa da defesa

​De acordo com o pedido assinado pelo advogado Eduardo Maurício, a intenção de Zambelli é desembarcar em solo brasileiro no dia 3 de outubro, votar no domingo de eleição (4 de outubro) e reembarcar para o território italiano no dia 5 de outubro.

​A defesa sustenta que a medida é essencial para assegurar o exercício de um direito político garantido pela Constituição. No mérito do recurso, os advogados também solicitam a suspensão das condenações impostas contra a ex-deputada pela Suprema Corte.

​Contexto jurídico e condenações

​Foragida no exterior desde junho de 2025, Carla Zambelli é alvo de ordens de prisão no Brasil decorrentes de duas condenações no STF:

  • Invasão de sistemas do CNJ: Pena fixada em 10 anos de prisão pela participação no hackeamento do Conselho Nacional de Justiça.
  • Porte ilegal de arma e constrangimento: Pena de 5 anos e 3 meses de reclusão pelo episódio em que perseguiu um eleitor armado na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

​Apesar dos pedidos de extradição enviados ao governo italiano pelas autoridades brasileiras, a Justiça local negou a transferência da ex-parlamentar. Entre os argumentos acatados pelas autoridades italianas para barrar a extradição, alegou-se a falta de garantias sobre o acompanhamento médico contínuo necessário à saúde da ex-deputada na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia).

​Caso o STF não conceda o salvo-conduto pleiteado, a ex-deputada permanece sujeita a cumprimento imediato do mandado de prisão assim que cruzar a fronteira brasileira.


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