A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de novos lotes de marcas de azeite de oliva extravirgem após laudos laboratoriais confirmarem que os produtos não atendem aos padrões de identidade e qualidade. A medida foi tomada após a detecção de misturas de óleos vegetais não declarados, o que configura fraude ao consumidor e risco à saúde pública.
O esquema da “mistura” proibida
De acordo com os relatórios de fiscalização, o principal problema encontrado foi a presença de óleos de sementes oleaginosas (como soja e girassol) em garrafas rotuladas como “azeite de oliva extravirgem 100%”.
Esta prática é considerada fraude por dois motivos principais:
- Econômico: Substitui-se um produto de alto valor por insumos mais baratos para aumentar a margem de lucro.
- Saúde: A ausência de clareza na rotulagem pode expor consumidores alérgicos a componentes não informados na embalagem.
Como identificar o produto irregular
A Anvisa e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recomendam que o consumidor fique atento aos seguintes pontos antes da compra:
- Preço abaixo da média: Desconfie de valores muito baixos para a categoria “extravirgem”.
- Lista de ingredientes: O único ingrediente deve ser o azeite de oliva.
- Consultas ao órgão regulador: Verifique no site oficial da Anvisa se o lote específico impresso na embalagem não consta na lista de itens suspensos.




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