Médica se recusa a atestar óbito de oficial da Marinha morta na USP; caso é apurado como morte suspeita
A morte da Segundo-Tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, ocorrida na noite de 24 de setembro de 2026, gerou uma série de desdobramentos institucionais e investigativos, incluindo a recusa da médica plantonista do Hospital Universitário (HU) da USP em emitir o atestado de óbito.
🩺 O que aconteceu no HU da USP
Beatriz foi encontrada desfalecida em seu alojamento no Centro Tecnológico da Marinha, dentro da Cidade Universitária da USP. Segundo a Marinha, a equipe médica da unidade foi acionada imediatamente e a militar foi encaminhada ao Hospital Universitário da própria USP.
No hospital, a médica de plantão se recusou a emitir o atestado de óbito porque a oficial já chegou sem vida ao local. De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo apresentava sinais de que a morte havia ocorrido há algum tempo. A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h após essa recusa.
⚖️ Por que a recusa é relevante
A atitude da médica está alinhada com a Resolução CFM nº 1.779/2005, que veda aos médicos atestar o óbito de pacientes que não foram por eles assistidos em vida ou que já chegaram sem vida ao serviço de saúde. O documento deve ser emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) nesses casos. A recusa, portanto, não configura irregularidade e é uma forma de resguardar a veracidade da causa da morte.
🔍 Investigação e possível fraude processual
O caso foi registrado como morte suspeita no 7º Distrito Policial da Lapa. Um ponto central da investigação é o fato de o corpo ter sido retirado do local antes da perícia — a PM informou que não teve acesso ao alojamento onde Beatriz foi encontrada. Por isso, a Polícia Civil apura, em tese, a possibilidade de fraude processual (alteração ou ocultação de provas para interferir na investigação).
Como os fatos ocorreram dentro de uma instalação militar, a Polícia Federal e a Marinha do Brasil ficaram responsáveis pela investigação e pelas demais providências. As causas e circunstâncias da morte estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.
🤝 Posicionamento da Marinha
Em nota, a Marinha lamentou a morte de Beatriz e informou que presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e amigos. A corporação confirmou que a oficial era Segundo-Tenente (RM2-EN) e que foi encontrada desfalecida em seu alojamento no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo.
Se precisar de mais algum detalhe sobre o caso ou sobre os procedimentos legais envolvidos, é só me avisar.
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