Alexandre Curi e Ratinho Junior definem os rumos da sucessão no Paraná

A política paranaense vive dias de intensa movimentação nos bastidores do Palácio Iguaçu. O deputado estadual Alexandre Curi (PSD), atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), consolidou-se como a peça central no tabuleiro sucessório de Ratinho Junior (PSD). Após um período de incertezas sobre o destino nacional do governador, o cenário local ganhou contornos definitivos que pressionam o grupo governista a uma definição rápida.

​O recuo estratégico de Ratinho Junior

​Diferente das especulações que dominaram o início do ano, o governador Ratinho Junior anunciou recentemente sua decisão de permanecer no comando do Estado até o fim de seu mandato, em dezembro de 2026. Ao desistir de uma pré-candidatura à Presidência da República, Ratinho removeu o elemento que causaria uma sucessão antecipada via vice-governador e agora foca em transferir seu capital político — sustentado por altos índices de aprovação — para um nome de sua estrita confiança.

​Essa permanência altera a dinâmica de Curi, que vinha sendo pressionado por prazos eleitorais. Com o governador no cargo, a escolha do sucessor passa a ser uma construção de longo prazo, mas que exige fidelidade absoluta ao projeto atual.

​A ofensiva de Alexandre Curi

​Alexandre Curi não esconde sua ambição de disputar o governo estadual e tem utilizado sua influência na Alep para mostrar força. Em declarações recentes, o parlamentar chegou a admitir a possibilidade de deixar o PSD caso não seja o escolhido, revelando convites de partidos como o Republicanos.

​”Hoje, eu não serei candidato apenas se for uma decisão minha”, afirmou Curi em entrevista à imprensa paranaense, sublinhando que sua lealdade a Ratinho Junior é grande, mas que o limite para definições partidárias está próximo.

​O tabuleiro de adversários e aliados

​A disputa interna no PSD não é solitária. Curi divide as atenções do governador com outros nomes de peso:

  • Guto Silva: Secretário das Cidades e nome tecnocrático do grupo.
  • Rafael Greca: O ex-prefeito de Curitiba, que mantém popularidade na capital e busca viabilizar sua candidatura ao governo ou ao Senado.
  • Sérgio Moro: O senador, agora no PL, desponta como o principal opositor externo, polarizando a disputa entre o “ratismo” e o bolsonarismo paranaense.

​Próximos passos

​A expectativa é que Ratinho Junior formalize o nome do seu sucessor nas próximas semanas. A estratégia do grupo é evitar o isolamento de Curi, que detém o controle da maioria dos prefeitos do interior, ao mesmo tempo em que tenta acomodar Rafael Greca e Guto Silva em uma chapa que também precisará definir duas vagas para o Senado Federal.

​O desfecho dessa queda de braço definirá se a base governista marchará unida ou se haverá uma fragmentação que pode beneficiar nomes da oposição em 2026.

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